INFORMAÇÃO E SUAS TECNOLOGIAS

segunda-feira, 14 de maio de 2012

0 leis da informática que você precisa conhecer A evolução dos HDs, o valor de uma rede social e até a possibilidade de existir uma versão pornô do seu game favorito são assuntos tratados pelas leis da tecnologia.


Diversas leis regem nossas vidas. Além das regras de trânsito e da constituição de cada nação, há também as leis da física que, por mais rígidas que sejam, às vezes parecem ser contrariadas. E como não podia deixar de ser, o mundo da tecnologia também tem suas máximas, que dificilmente são quebradas.
Como listado pelo site TechRadar, são pelo menos dez adágios que regem os avanços tecnológicos e a internet nos dias de hoje. Confira na relação a seguir!

1. Lei de Moore: a mais famosa de todas

Lei de Moore prevê que o número de transistores em um circuito dobra a cada dois anos
Fonte da imagem: Divulgação/iStock
Essa é, provavelmente, a lei tecnológica mais conhecida por todos. Estabelecida por Gordon E. Moore, a regra diz que o número de transistores que podem ser colocados em um circuito integrado dobra a cada dois anos.
Em 2011, a lei acabou recebendo uma atualização, e o número de transistores passou a dobrar a cada 18 meses, provando que seu autor estava, no mínimo, muito próximo da realidade.

2. Lei de Kryder: HDs maiores e mais baratos

Fonte da imagem: Divulgação/iStock
Esta regra criada por Mark Kryder, vice-presidente da Seagate Corp., pode ser comparada com a famosa Lei de Moore. Entretanto, a Lei de Kryder diz respeito aos HDs. Nas palavras do autor, a cada 18 meses a densidade de um disco magnético dobra, e o preço cai pela metade. Entre outras vantagens, isso possibilita que serviços online possam oferecer cada vez mais espaço para seus clientes, sem cobrar a mais por isso.
Em um artigo publicado pela Universidade Mellon Carnegie, Kryder estima que, por volta de 2020, um HD capaz de armazenar mais de 14 terabytes de dados custará cerca de US$ 40 (R$ 70). Entretanto, vale a pena lembrar que os SSDs não obedecem a essa regra.

3. Lei de Wirth: software lento, hardware ligeiro

Fonte da imagem: Divulgação/ThinkStock
Você já parou para se perguntar por que o seu computador com muitos núcleos de processamento e quantidade absurda de memória RAM parece tão rápido quanto qualquer PC comum? Essa questão foi respondida por Niklaus Wirth em 1995, quando o criador da linguagem de programação Pascal estipulou a seguinte máxima: o software se torna mais lento de maneira mais rápida do que o hardware se torna mais veloz.
Muitas vezes, essa lei é atribuída a Larry Page, fundador da Google. Porém, a autoria, de acordo com Wirth, é mesmo de Martin Reiser, que no prefácio do livro “The Oberon System” estipula que “um observador crítico pode perceber que o software ultrapassa o hardware em lentidão e tamanho”.
Uma variante da Lei de Wirth também foi proferida pelo fundador da Microsoft, Bill Gates. Entretanto, a Lei de Gates é muito mais bem humorada: a velocidade do software comercial, normalmente, reduz em 50% a cada 18 meses, negando todos os benefícios divulgados pela Lei de Moore. Isso pode acontecer por diversas razões, como adição de recursos extras e complicados, código de má qualidade, preguiça do desenvolvedor ou mudança de gerente cuja filosofia de desenvolvimento não coincide com a do gerente anterior.

4. Lei de Metcalfe: o valor de uma rede

Fonte da imagem: Divulgação/iStock
Apesar de, originalmente, essa lei tratar de computadores e máquinas de fax, ela também pode ser aplicada à internet e serviços online, como o Facebook. De acordo com Robert Metcalfe, engenheiro elétrico que ajudou a inventar a ethernet e fundou a 3Com, o valor de uma rede de telecomunicação equivale ao dobro do número de usuários conectados a ela.

5. Regra 34: pornografia por todo lado

Esta é muito simples e direta: “Se alguma coisa existe, há também uma versão pornô dela. Sem exceções”. Acredita-se que a regra 34 veio de uma história em quadrinhos online, que ficava hospedada no endereço zoomout.co.uk. Porém, também é possível que o autor da HQ tenha tirado a frase de algum email anônimo que circulava pela web.
Hoje, essa lei foi complementada e define que, caso a versão pornô de algo não seja encontrada, ao se falar dela na internet, algum artista vai, imediatamente, começar a produzir uma animação japonesa erótica (hentai) sobre o assunto.

6. Lei de Goodhart: a irrelevância dos demonstradores sociais

O professor de economia e conselheiro do Banco da Inglaterra, Charles Goodhart, estabeleceu em 1975 que “qualquer regularidade estatística observada tenderá a entrar em colapso assim que for colocada sobre ela alguma pressão com o objetivo de manter o controle sobre algo”. Em outras palavras, a regra estipula que se você define metas para tentar fazer com que algo bom aconteça, as pessoas encontrarão uma forma de atingir essas metas sem que tenham, necessariamente, que melhorar em algum ponto, tornando todo o trabalho inútil.
Um dos melhores exemplos vem do Google: quando o mecanismo de buscas passou a usar os links de entrada no PageRank para tornar a pesquisa mais relevante, spammers criaram sites especialmente programados para fornecer links e começaram a encher de spam os comentários de blogs, sempre com o objetivo de ganhar uma posição melhor entre os resultados.

7. Lei de Fitt: mais usabilidade em softwares e eletrônicos

É possível perceber a presença da Lei de Fitt em sistemas como o Mac OS X
É possível perceber a presença da Lei de Fitt em sistemas como o Mac OS X (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
A ergonomia e a usabilidade de produtos eletrônicos são essenciais para que o produto seja bem aceito. Interface estranha e ações complicadas podem funcionar como barreiras e afugentar prováveis clientes.
A Lei de Fitt define um comportamento que deve ser repetido como um mantra para designers de interface: a dificuldade de atingir um alvo é uma função da distância do alvo e do seu tamanho. Lendo essa frase, tudo parece muito óbvio. Mas é ela que define, por exemplo, a probabilidade de alguém clicar no botão “Concordar” em vez de “Cancelar”. Ou a agilidade com que uma pessoa acessará as opções do menu de um software.

8. Lei de Amara: pense nas tecnologias em longo prazo

Lei de Amara explica o comportamento dos fãs da Apple
Lei de Amara explica o comportamento dos fãs da Apple (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
O cientista Roy Amara definiu uma regra que encoraja todos a pensarem um pouco mais sobre a tecnologia: “Nós tendemos a sobrestimar o efeito de uma tecnologia em curto prazo e a subestimar o efeito em longo prazo”. Isso pode ser facilmente constatado quando um novo gadget de alguma marca famosa é lançado no mercado. Nos primeiros dias, a reação dos internautas é muito grande, mas quantos desses equipamentos continuam recebendo tanta atenção depois de meses ou anos?

9. Lei de Linus: o jeito Linux de ver as coisas

Linus Torvalds: criador do Linux e de duas leis da informática
Linus Torvalds: criador do Linux e de duas leis da informática (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Linus Torvalds, criador do sistema operacional Linux, é responsável por duas leis. A primeira delas é descrita por Eric S. Raymond no livro “A Catedral e o Bazar” e diz que, dado o número suficiente de colaboradores em um projeto, qualquer bug pode ser detectado e corrigido. Essa é, basicamente, a filosofia por trás do desenvolvimento do Linux e da Wikipédia: com muitas pessoas trabalhando ao mesmo tempo, é provável que diversos erros possam ser gerados. Mas se houver um grande número de colaboradores, os erros serão detectados e corrigidos rapidamente.
Entretanto, no livro “A Ética Hacker e o Espírito da Era da Informação”, Linus nos brinda com outra máxima: a motivação para qualquer coisa cai em três categorias: sobrevivência, vida social e entretenimento. Isso explica, por exemplo, por que algumas pessoas colaboram com projetos de código-fonte aberto.

10. Lei de Godwin: malditos nazistas!

Comparação com o nazismo encerra qualquer discussão (Fonte da imagem: Divulgação/Universal Picture)
“À medida que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de um (100%)”. Criada pelo jurista Mike Godwin, em 1999, essa regra passou a dominar os fóruns de discussões, sendo que muitos participantes desses pontos de encontro virtuais concordam que, depois de uma comparação não irônica ao nacional-socialismo, qualquer discussão está acabada. Mas há quem discorde, alegando que essa é uma atitude muito nazista.


Como saber se o email que recebi é verdadeiro? Evite sustos na hora de clicar em suas mensagens eletrônicas sabendo separar emails verdadeiros de ataques maliciosos.


Não importa se você possui um filtro antispam ou não ativado em sua conta de email. Ainda assim, é bem provável que você receba pelo menos uma vez por semana algum tipo de mensagem indesejada. A praga é universal e já foi pior, mas tomando algumas precauções simples é possível escapar ileso da malícia dos spammers.
A principal dica ao receber um email cujo remetente é desconhecido ou suspeito é ter calma e ler com atenção a mensagem. Prestar atenção em detalhes como endereço de origem, sites para onde os links contidos na mensagem apontam e o tipo de arquivo anexado já reduz consideravelmente as chances de você cair em uma cilada.
 (Fonte da imagem: iStock)

Quem mandou isso?

O primeiro passo é checar o email do remetente da mensagem. Bancos e órgãos governamentais não costumam mandar mensagens eletrônicas para os seus clientes com alertas de cobrança, pedidos de recadastramento ou alerta para troca de senha. Ou seja, se esse for o assunto, descarte a mensagem sem pensar duas vezes.
Contudo, se você quiser se certificar, cheque o endereço do remetente da mensagem e veja se ele confere com a URL original do site em questão. Por exemplo: se você receber um email do Banco do Brasil, cujo endereço depois da “@” não seja “bancodobrasil.com.br” ou “bb.com.br”, fuja imediatamente.
 (Fonte da imagem: iStock)
É comum que os spammers registrem endereços similares ou com palavras adicionais, como “info”, “cadastro” e “cobrança”. Em caso de dúvida, entre em contato com a agência ou o órgão supostamente responsável pelo envio do email e tire suas dúvidas antes de clicar.

Links que apontam para o mal

Alguns links contidos no corpo da mensagem também não são exatamente o que aparentam ser. A dica aqui é não clicar antes de checar qual é a real URL para a qual você é direcionado. Para descobrir isso, basta passar o mouse sobre o link e ficar atento ao endereço que aparece no canto inferior esquerdo da sua tela.
O endereço que aparece na parte de baixo é a URL de verdade, independente do que esteja escrito no link disponível no corpo do texto. Caso o link tenha alguma terminação como “.exe” ou “.src”, trata-se de um aplicativo que será baixado e instalado em sua máquina — o que, em uma situação como essa, é ainda pior.

Cuidando dos anexos

Alguns emails podem até passar nos dois quesitos acima, mas há ainda um terceiro item a ser observado. Fique atento ao tipo de arquivo que vem anexado à mensagem. É muito comum receber recados cujo texto não é comprometedor, uma vez que proposta de quem envia é que você baixe algum dos arquivos anexos.
 (Fonte da imagem: iStock)
Caso o email contenha arquivos executáveis ou compactados que você não tenha solicitado, não hesite em descartar a mensagem antes mesmo de baixar o conteúdo. A probabilidade de que exista algum item malicioso nos anexos é enorme. Por isso, aprenda a controlar a sua curiosidade, apague a mensagem e garanta tranquilidade para o seu computador.


Hackers que roubaram fotos de Carolina Dieckmann são presos Polícia usou ações de contraespionagem para encontrar pistas e rastros de quem invadiu a conta de email da atriz.


 (Fonte da imagem: Reprodução/G1)
No início da semana passada, a atriz “global” Carolina Dieckmann procurou a polícia para relatar que 36 fotos pessoais dela foram publicadas na internet e que estava sendo chantageada. A Google chegou a ser notificada para impedir que o seu motor de busca mostrasse resultados que fornecessem acesso às imagens da celebridade.
Ontem, o programa “Fantástico”, da Rede Globo, mostrou o desfecho dessa história. De acordo com a matéria, com base nas pistas adquiridas por meio de ações de contraespionagem, a polícia do Rio de Janeiro foi até a cidade de Macatuba, interior de São Paulo.
Com um mandado de busca e apreensão, os policiais civis da Delegacia de Repressão Contra Crimes de Internet encontraram um dos crackers responsáveis pelo roubo e extorsão, Diego Fernando Cruz, de 25 anos, em seu quarto com computadores repletos de imagens de artistas. O jovem havia acabado de formatar uma das máquinas, na qual estariam armazenadas as fotos de Carolina Dieckmann.

Email invadido

Conforme as apurações apresentadas, o grupo possui mais três integrantes – sendo um deles menor de idade. Ao contrário do que se especulou no início das investigações, que as imagens teriam sido obtidas durante um procedimento de manutenção do PC, a atriz foi vítima de um golpe virtual.
Ela teve a sua conta de email invadida pelos hackers através de um spam, como explica Rodrigo Valle, inspetor do Grupo de Operações de Portais:
“Foi por uso de um software mal-intencionado enviado pra conta de email dela, que a gente chama de spam, e a vítima fatalmente clicou nesse spam. Ela abriu esse spam no computador ou no portátil dela ou no próprio PC e provavelmente ela tenha deixado esse arquivo ser reenviado, respondido para o autor”, comentou a autoridade.
Diego Fernando Cruz, Leonam Santos (rapaz que teria coletado as fotos), Pedro Henrique Matias (dono do site pornográfico que divulgou as imagens por primeiro) e mais dois jovens que não tiveram suas identidades reveladas estão sendo indiciados pelos crimes de difamação, furto e extorsão. Se condenados, eles podem ficar até 15 anos na cadeia.


Como saber se alguém está usando o meu PC escondido? Veja como é fácil descobrir se alguém usufruiu do seu computador sem a devida autorização.


Compartilhar objetos pessoais com outras pessoas nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente se for o computador. Mas a situação fica ainda pior quando alguém pega suas coisas sem pedir autorização e usa escondido para você não desconfiar.
Se você tem um colega de quarto bisbilhoteiro ou um parente que gosta de mexer nas suas coisas e está desconfiado de que alguém está utilizando o computador às escondidas, saiba que existem diversas maneiras de seguir os rastros que uma pessoa deixa ao acessar a máquina.
O Windows oferece nativamente diversos recursos para você acessar e analisar os logs de algumas atividades executadas no computador. Confira a seguir diversas formas de descobrir se alguém anda mexendo no PC escondido.
 (Fonte da imagem: iStok)

Pelo Windows

Documentos recentes

No Menu Iniciar do Windows, existe uma opção chamada “Itens Recentes”. Ela mostra todos os arquivos que foram executados na máquina nos últimos dias, sejam eles documentos do Office, imagens ou vídeos. Assim, basta uma olhada rápida para descobrir se algum conteúdo que aparece na lista não deveria estar ali.
O legal desse recurso é que ele também mostra os arquivos executados a partir de dispositivos móveis. Ou seja, mesmo que alguém abra um vídeo armazenado em um pendrive, por exemplo, o nome do item executado será mostrado na lista, a menos que a pessoa o remova dos “Itens Recentes”.

Arquivos temporários e histórico

Muita gente não gosta dos arquivos temporários gerados enquanto você navega na internet, pois ocupam espaço no disco e raramente são utilizados para outras atividades. Porém, o “lixo” dos navegadores pode ser muito útil para indicar se alguém acessou a rede mundial de computadores a partir daquela máquina.
O histórico de navegação, por sua vez, pode ser um grande aliado na hora de descobrir quais sites foram visitados enquanto você não estava em casa. É claro que sempre há a possibilidade de quem usou a máquina eliminar os rastros, mas isso também pode ser utilizado como prova.
Todos os arquivos temporários apagados e o histórico em branco são indícios de que alguém esteve usando o seu PC e não quis deixar nenhum vestígio. A total falta de informações pode indicar muito mais do que o excesso delas.

Visualizador de eventos

Uma opção realmente útil do Windows, mas que poucas pessoas conhecem, é o “Visualizador de Eventos”. Com ela, você pode visualizar o log de diversas atividades realizadas no computador, desde aplicativos que foram executados até a hora em que o sistema foi iniciado. Para acessar a ferramenta, basta seguir os passos descritos abaixo.
1) Abra o Menu Iniciar do Windows e digite “eventos” na caixa de pesquisa.
2) A ferramenta “Visualizador de Eventos” será mostrada na tela. Clique sobre ela e aguarde alguns instantes até que as informações sejam carregadas.
3) Na coluna à esquerda da janela, selecione a opção “Logs do Windows”.
4) Agora, você pode escolher quais logs deseja visualizar.
Para saber se a máquina foi ligada enquanto você não estava por perto:
1) Na janela do “Visualizador de Eventos”, dê um duplo clique sobre a opção “Logs do Windows” e, em seguida, escolha a opção “Sistema”.
2) Agora, clique com o botão direito do mouse sobre o item “Sistema” e selecione “Filtrar Log Atual...”.
3) Na janela que aparecer, localize o campo “Fontes de evento” e marque na lista o item “Power-Troubleshooter”.
4) Agora, é só você visualizar a coluna do meio e procurar os dias e horários em que a máquina deveria permanecer desligada, mas foi utilizada.

Aplicações externas

Além dos recursos do Windows, você também pode utilizar algumas ferramentas para ajudar a pegar a pessoa que está utilizando seu computador escondida. Uma boa opção é o Fresh Diagnose, que oferece dados de diversos setores do computador, tanto da parte de hardware quanto de software.

Software espião

Outra maneira de pegar a pessoa xereta é instalando aplicativos que tiram screenshot da tela do PC em um intervalo de tempo pré-definido. O Desktop Spy Camera é um aplicativo bem útil para isso, com a vantagem de não ser detectado por quem está usando a máquina.
Há também a possibilidade de transformar sua webcam em uma câmera espiãque grava tudo o que acontece no cômodo em que a máquina está instalada. Webcam Capture e KidLogger são as aplicações gratuitas mais indicadas para gravar áudio e vídeo de todo o ambiente. Muito úteis para máquinas desktop.
Imagem do KidLogger (Fonte da imagem: )

Keyloggers

Os chamados keyloggers são programas capazes de registrar as entradas do teclado, capturar imagens do monitor e detectar as páginas que você visita. Embora sejam utilizadas por pessoas mal-intencionadas para o roubo de informações, essas aplicações podem ser suas aliadas na hora de pegar os amigos folgados.
Infelizmente, existem poucos programas gratuitos do gênero que funcionem como deveriam. Algumas opções de keyloggers pagos são Remote Keylogger e Spy Lantern Keylogger. Vale lembrar que o Tecmundo e o Baixaki não se responsabilizam pelo uso indevido dessas ferramentas. É por sua conta e risco.
 (Fonte da imagem: iStok)

Evitando problemas

Mesmo que haja alguém sendo inconveniente e utilizando sua máquina sem que você autorize, existe uma maneira bem simples de evitar que isso aconteça. O Windows oferece um recurso de senha para o computador, o qual tem como objetivo justamente impedir que qualquer pessoa consiga acessar seus dados e usar o PC sem o consentimento do proprietário.
Você só precisa acessar as configurações de contas do sistema, no Painel de controle, e ativar o uso de senhas de acesso. É claro que criar palavras-chave simples também não ajuda muito. Por isso, não deixe de ler o artigo “O guia definitivo para criar senhas seguras”.
.....
Agora é com você, caro leitor. Aproveite as dicas acima para fazer uma investigação e ver se não tem ninguém usando sua máquina sem a devida autorização. E não se esqueça de enviar um comentário contando um pouco da sua experiência com pessoas bisbilhoteiras.


Integrante preso diz que Anonymous é a organização mais poderosa da Terra Em entrevista, o hacker afirma que o Anonymous está se tornando cada vez mais politizado.


 (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Nos últimos meses, vários hackers do chamado hacktivismo Anonymous acabaram sendo presos por seus atos. Um deles é Christopher Doyon, também conhecido com Commander X, que liderava o grupo People’s Liberation Front. Ele terá de ficar 15 anos atrás das grades por ter invadido páginas municipais nos Estados Unidos – e as utilizado para protestar contra a política local.
Em uma entrevista ao National Post, Doyon disse que as prisões dos hackers funcionaram para assustar alguns deles, mas isso não é o suficiente para paralisar as ações do Anonymous. Ele afirma que os adeptos da ideologia Anonymous estão cada dia mais politizados, o que leva o movimento para muito além das invasões virtuais.
Doyon disse ao National Post: “Agora, temos acesso a cada banco de dados do governo dos Estados Unidos. Nós não hackeamos isso. O acesso nos foi dado pelas pessoas que controlam estes sistemas”. Para ele, o “Anonymous é a organização mais poderosa da Terra” e a influência do grupo sobre diversos setores da sociedade é a maior prova disso.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Teste de queda com iPad 2, Motorola Xoom e Samsung Galaxy

Vídeo onde especialistas em tecnologia testam a resistência a quedas dos principais e atuais modelos de tablets do mercado. Um teste muito útil, afinal, não é raro deixarmos nossos celulares ou tablets caírem ao chão num momento de distração. O teste consiste em soltar o tablet da altura da cintura, deixando-o cair no chão, avaliando o resultado após o impacto. No teste foram usados os modelos iPad 2 (da Apple), Motorola Xoom, Samsung Galaxy, os mais populares tablets do mercado brasileiro e mundial. Assista e veja qual deles resistiu melhor a queda!

Como aplicar uma película de proteção na tela do seu celular

Aprenda alguns truques para proteger seu celular e ainda evitar aquelas bolhas impossíveis de remover.

Na esperança de proteger a tela do smartphone de riscos, arranhões, poeira e dedos gordurosos, grande parte das pessoas já aderiu às películas protetoras, aquelas tiras de plástico que grudam na tela e podem ser facilmente removidas mais tarde.
A maior dificuldade dessa tarefa, no entanto, é conseguir colocar a película, sem deixar aquelas bolhas de ar, que são quase impossíveis de tirar e dificultam a visualização da área logo abaixo de onde estão instaladas.
O objetivo deste artigo é ensinar a você os passos para proteger seu smartphone sem enchê-lo de bolhas, executando antes de tudo uma pequena limpeza para garantir que nenhuma poeira fique alojada abaixo da película. Se você ainda não assistiu ao vídeo tutorial acima, agora é o momento. A seguir você confere um resumo dos passos que deverá seguir para executar a tarefa.

Materiais necessários

  • Uma flanela de microfibra;
  • Spray de limpeza;
  • Uma película protetora, compatível com o seu aparelho;
  • Um cartão de crédito, ou espátula pequena, às vezes fornecida junto com a película;
  • Fita adesiva.

1º passo: Limpeza do aparelho

A primeira coisa a fazer é limpar bem a tela do seu aparelho, para evitar que alguma sujeira fique alojada debaixo do plástico. Lembre-se, também, de executar todas as operações em uma sala fechada, para garantir que não haja poeira circulando.
Limpeza do aparelho
Usando o spray de limpeza, passe a flanela sobre a tela de forma a garantir que nenhuma sujeira permaneça. Tome bastante cuidado com os cantos, pois é nesses locais que a poeira tende a se acumular de forma mais imperceptível.

2º passo: Aplicando a película

Após limpar bem o smartphone, é hora de aplicar a película. Use um ponto de referência, como um botão, ou a câmera embutida, para saber exatamente onde a película deve ser colocada. Remova apenas uma parte do plástico protetor e posicione a película protetora sobre o aparelho. Cole a parte descoberta e, usando o cartão ou espátula, empurre a película para terminar o trabalho.
Aplicando a película

3º passo: Removendo bolhas e dejetos

Se mesmo assim alguma bolha permanecer ou alguma sujeira ficar presa sob a película, use a fita adesiva para descolar o pedaço da proteção em que a bolha ou sujeira se encontra. Use outro durex para remover o dejeto e o cartão para encaixar a película novamente, sem nenhuma bolha.

Tecnologia DLNA

Com o tempo que se passa, e os conhecimento do homem aumentando, criam-se mais e  mais tecnologias e inovações para a praticidade e facilidade do ser humano.
Agora temos a uma novidade que devagar estar aproximando aos aparelhos eletrônicos de informática e comunicação de um modo geral.

Existem algumas tecnologias que, por não terem sido tão bem difundidas, acabam por não causarem a tamanha boa impressão que deveriam, uma delas é a tecnologia DLNA (Digital Living Network Alliance).
O DLNA é uma tecnologia que permite a interação entre dispositivos, seja smartphone, videogame e televisores, sem a necessidade de fios. Com isso, é possível visualizar suas fotos, vídeos e até mesmo apresentações no televisor, por exemplo.
O que é necessário para usufruir do DLNA?
Para o exemplo de visualizar fotos e vídeos a partir do celular na sua televisão, basta que ambos possuam tal tecnologia e estejam conectados através da rede wi-fi de sua casa.
A grande vantagem do uso desta tecnologia é a praticidade e o fim da incompatibilidade entre os gadgets, ainda mais por conta da certificação DLNA, que possui uma série de pré-requisitos para ser emitida a um fabricante.
Caso alguém pense que o DLNA utilize o bluetooth, está enganado, toda a conexão é feita a partir do roteador.
 Além dos TVs, aumenta também a oferta de notebooks com DLNA, capazes de enviar as fotos e músicas para o TV sem necessidade de fios. Testado recentemente por nossa equipe, o celular Sony Ericsson C905 é o primeiro do mercado com esse recurso

Tecnologias que estão se extinguindo


Um número surpreendente de dispositivos e tecnologias que são normalíssimos hoje em dia está à beira da extinção, segundo o editor-chefe da seção on-line da revista “Laptop”, Avram Piltch.
De acordo com Piltch, seu filho terá tanta familiaridade com algumas das tecnologias habituais quanto os jovens têm com o Betamax, formato de gravação em vídeo, considerado algo que ninguém conseguiria viver sem na década de 1980.
Veja a lista, vislumbrada pelo jornalista norte-americano, das tecnologias que poderão virar peças de museu em um futuro não tão distante
Internet com Fio
Piltch ficou surpreso com uma colega de trabalho que disse não se lembrar dos tempos antes da internet banda-larga. Em algum momento, seus pais deveriam ter tido internet discada, mas ela era tão jovem que não conseguia se lembrar. Até a internet sem fio estar universalmente disseminada, creio que o filho de Piltch estará com 8 anos, mas ele nunca vai se lembrar de um mundo onde os consumidores pagam por conexões com fio. Já hoje, a tecnologia 4G nos proporciona velocidades boas de conexão, mas os preços ainda são restritivos. Em algum ponto dos próximos anos, as empresas vão compreender que dar antenas a todos é mais barato e prático do que manter redes de cabos de fibra ótica.
Câmeras e Filmadoras
As câmeras dos smartphones estão aposentando as câmeras comuns. Ao contrário dos aparatos habituais, os quais carregamos só quando achamos que será necessário, os smartphones estão sempre conosco. Eles oferecem diferentes aplicativos e filtros, que podem melhorar a foto, e permitem que as fotos e os vídeos sejam compartilhados quase que instantaneamente. Mas as câmeras reflex (DSLR, na sigla em inglês) continuarão entre nós por mais alguns anos. Sua qualidade ainda é imbatível.
Computadores que demoram a inicializar
Esperar pela inicialização de um computador é uma das grandes frustrações da era dessas máquinas. Mas o filho de Piltch nunca experimentará desse sentimento, pois, segundo especialistas, raramente desligaremos nossos computadores. Ao invés disso, o deixaremos em modo de espera ou o colocaremos para hibernar. O que começa a se popularizar hoje, esse costume será mais que habitual daqui a alguns anos, já que atualizações não necessitarão da reinicialização para serem instaladas. E reiniciar o computador só vai levar alguns segundos, devido à tecnologia SSD.
Sistemas Operacionais do Windows
Quando o filho do jornalista norte-americano estiver pronto para ter seu primeiro computador, o Windows terá, muito provavelmente, acabado. O sistema operacional da Microsoft vai continuar existindo, como também o Mac OS X, mas diremos adeus à metáfora da janela, onde cada aplicação que você põe para rodar é mostrada em uma janela que tem título e outros detalhes característicos. A Microsoft já assinalou seu desejo de fazer desse formato passado, optando pelo Metro UI como base.
Disco Rígidos
O primeiro computador de nosso personagem foi um TI 99, que utilizava fitas para armazenar dados. Desde então, a tecnologia SSD nos permite acabar com a antiga prática de armazenamento de dados em discos magnéticos giratórios. A tecnologia SSD não só é mais rápida como também mais durável.
Cinemas
Os profetas de plantão, como nosso jornalista em questão, dizem que o cinema vai morrer desde que a primeira TV foi vendida, mas, dessa vez, de acordo com Piltch, isso realmente pode acontecer. Primeiro motivo: as televisões com imagem em alta definição e com imagens em 3D estão ficando mais baratas. E a qualidade dos home theaters não perdem em nada para o cinema. Alguns estúdios têm liberado alguns filmes para serem assistidos em casa, mediante compra, no mesmo dia de suas estreias nos cinemas. Por isso, a tendência parece que vai continuar. Além disso, o custo de ir ao cinema está fora de controle, seja nos EUA ou no Brasil.

O Mouse
Dentro de cinco anos, os custos para adicionar telas sensíveis ao toque serão tão pequenos que toda tela, seja de TV ou laptop, terá tal capacidade. Aparelhos mais precisos, os mouses não desaparecerão da noite para o dia, mas passarão a ser um método secundário.
Óculos 3D
Quando os primeiros filmes em 3D foram para as telas dos cinemas na década de 1950, todos eram obrigados a usar aqueles óculos peculiares. Desde então, eles têm se popularizado, de várias maneiras. A LG e a HTC já lançaram fones de ouvido e telas estereoscópicas em 3D que não são tão boas quanto home theaters, mas boas o suficiente para alguma diversão 3D. Dentro de 10 anos, aproximadamente, os aparelhos de TV poderão oferecer experiências em 3D sem os óculos.
Controle Remoto
Quando Piltch era criança, a TV de sua família não tinha controle remoto. Eles tinham de levantar do sofá, atravessar a sala e mudar de canal. No futuro, ou usaremos nossos smartphones para isso ou uma combinação de gestos e comandos de voz.
Computadores de Mesa
Com exceção de empreendimentos industriais e empresas, os computadores de mesa estarão acabados. Notebooks e laptops já dominam as vendas e essa tendência, bem prática, por sinal, deve continuar indefinidamente.
FAX
Em nossa era dos e-mails, SMS e conexões 4G, só existe um motivo para os faxes existirem: algumas empresas e seus advogados só consideram algumas assinaturas válidas se estiverem em contratos e formulários. Mas novas alternativas podem tirar o fax de nossas mesas, como a impressão digital e as assinaturas digitais.
Discos Ópticos (DVD)
A transformação já está ocorrendo a passos largos. Os DVDs estão sendo paulatinamente substituídos pelos Blu-rays.
Números de Telefone
O que você prefere: decorar e digitar números ou apenas selecionar um nome e pressionar um único botão? Isso já acontece nos serviços VoIP, como Skype, Google Talk e Facebook. No futuro, não pediremos números de telefone.
Horário Nobre na Televisão
Antigamente – não tão antigamente assim –, famílias e grupos de amigos se reuniam ao redor da TV, todas as semanas, para assistir episódios de suas séries ou novelas favoritas. Quando as fitas chegaram, era possível gravar os programas e assisti-los a qualquer momento. Hoje em dia, podemos vê-los pela TV ou pela internet, sem precisar sequer gravá-los, podendo assisti-los quando desejarmos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Por que celulares e tablets não precisam de cooler? Entenda por que os aparelhos portáteis são tão úteis quanto os computadores de mesa e, mesmo assim, não têm qualquer cooler interno

Há tempos que smartphones e tablets deixaram de ser itens de luxo para se tornarem aparelhos indispensáveis para muitos brasileiros, e não por acaso. Afinal, estes gadgets podem ser tão úteis quanto notebooks e computadores de mesa, com um bom poder de processamento e dezenas de sensores que os tornam verdadeiros canivetes suíços digitais.
Smartphones modernos são como computadores portáteis, mas sem cooler (Fonte da imagem: Divulgação Samsung)
Apesar de toda essa tecnologia que cabe no bolso, um detalhe sobre esses gadgets passa despercebido para muitos usuários: você não vê nenhuma ventoinha neles, diferente do que acontece com seus primos maiores.
O Tecmundo preparou esta matéria que vai ajudar você a entender melhor o motivo de não haver aberturas por onde o ar quente é soprado para fora nos tablets e smartphones. Confira!

Energia gera calor

Para entender os motivos da eficiência na manutenção da temperatura dos portáteis, primeiro precisamos entender o que faz os computadores maiores precisarem de tantos coolers. A primeira diferença notada entre os dois mundos é o espaço que eles ocupam. Claro, não é o tamanho maior que faz os desktops serem mais quentes, mas você logo verá que a relação é bastante grande.
Desktops e a maioria dos notebooks ainda são muito dependentes de componentes mecânicos para operar, como leitores de CD e discos rígidos que têm várias partes móveis. Diferente de circuitos eletrônicos, a miniaturização de mecanismos físicos é muito mais difícil, fazendo o patamar mínimo para o tamanho deles ser bem mais alto. Tablets e smartphones confiam apenas em circuitos puramente eletrônicos para quase todas as suas funções.
Interior de um HD (Fonte da imagem: Divulgação Samsung)
Movimentar partes móveis é um trabalho energeticamente custoso, o que explica o tamanho maior de um dos componentes que mais gera calor nos computadores: fontes de energia. As fontes de alimentação são as responsáveis por modular a corrente alternada da tomada e transformá-las nas diferentes correntes contínuas que alimentam os componentes do computador.
Quanto maior a variabilidade e exigência energética dos componentes, mais capacitores, transistores e mosfets a fonte precisa, todos gerando sua própria parcela de calor. Em suma, é possível afirmar que o primeiro motivo que faz os desktops e notebooks ficarem mais quentes é a maior quantidade de energia correndo dentro deles.
Assim como nas CPUs, todas as fontes precisam de ventoinhas (Fonte da imagem: Divulgação XFX)
Nos portáteis, a fonte está quase completamente ausente, já que são alimentados por baterias que armazenam a energia na tensão e modulação certa. A necessidade de uma fonte que fica entre o gadget e a tomada da parede ainda existe para os momentos em que o aparelho é carregado, apesar de ser totalmente externa.
É importante notar também que, quanto mais difícil for fabricar um componente, mais caro ele fica. Por isso, os fabricantes não investem tanto na miniaturização e eficiência energética de notebooks e, principalmente, desktops, porque essa não é uma necessidade primária para o mercado.

Arquitetura diferenciada

Outro motivo que faz os gadgets exigirem menos energia para operar é a arquitetura mais especializada. Notebooks e desktops são feitos para serem robustos e altamente escalonáveis, sempre tentando manter a compatibilidade com o maior número de componentes possíveis.
Placa-mãe de um desktop (direita) comparada à de um iPad
Isso é ainda mais evidente em computadores mais “hardcore”, com placa-mãe com mais de dez conectores USB, meia dúzia de SATAs, duas interfaces de rede, várias PCIs, slots de memória extra e muitos outros conectores. Manter suporte a todos estes equipamentos também aumenta o fluxo de energia entre as placas e chips controladores, contribuindo para o calor interno.
Já os tablets são altamente focados e não são projetados para dar suporte a quase nenhum componente extra além do que já está encaixado na placa principal. Dessa forma, os fabricantes podem limitar os tablets e smartphones a terem apenas uma motherboard que já inclui o processador, a memória RAM e demais controladores.
System-on-a-chip TEGRA3: CPU, GPU, ponte norte, ponte sul e controlador de memória (Fonte da imagem: Divulgação NVIDIA)
Toda essa especialização e controle sobre os diferentes componentes do gadget é um prato cheio para a prática de se unir o maior número possível de controladores dentro de um único circuito integrado, os chamados system on a chip. Novamente, reduzir o número de CIs diminui o consumo energético e, consequentemente, a produção de calor.

Menores e mais eficientes

Por último, mas não menos importante, está o fato de que a exigência de processamento para os dispositivos móveis é muito menor. Por mais poderoso que um iPad ou tablet com a última versão do Android possa parecer, dificilmente ele poderia rodar (tranquilamente) um aplicativo do nível do Microsoft Word 2010, com todas as suas centenas de ferramentas e dependências.
Afinal, gadgets portáteis são destinados para aplicações portáteis, com poucas informações aparecendo simultaneamente em uma tela bem menor do que a de um notebook ou desktop. Somando isso ao fato de que o sistema operacional também é mais simplificado, o resultado é um desempenho satisfatório mesmo com o hardware menos poderoso.
Outro fator que diminui muito a produção de calor é a arquitetura do componente que normalmente é o que mais esquenta: o processador. As CPUs dos tablets são feitas para abranger o maior número possível de funções com o mínimo de transístores, o que contribui muito para a economia de energia.
A baixa emissão de calor de todos estes componentes modernos permite que apenas dissipadores passivos sejam o suficiente para arrefecer o aparelho, eliminando a necessidade de ventoinhas mecânicas.

A bateria agradece

Perceba que quase todas as vantagens dos tablets e smartphones que foram citadas até agora receberam ênfase primária em sua eficiência energética, depois no calor gerado. Essa abordagem não ocorreu por acaso, afinal, quanto menos energia ele consumir, mais tempo vai durar a bateria do gadget, além de mantê-lo frio por mais tempo.
Placa principal de um iPad (Fonte da imagem: Divulgação BricoJapan)
Tamanha é a preocupação com o consumo de energia dos portáteis que os fabricantes têm optado em usar apenas componentes de alta eficiência não só em processadores e unidades de armazenamento, mas no aparelho como um todo. Basta olhar novamente para a placa principal do iPad (acima) para perceber que capacitores de alumínio (aqueles redondos) deram lugar a alguns poucos capacitores de tântalo e muitos microchips de silício.
Além disso, as próprias ventoinhas são componentes mecânicos que precisam consumir energia para funcionar, consequentemente, o próprio dispositivo usado para arrefecer o aparelho é um agente que contribuí com o calor, algo completamente indesejado.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CISC vs RISC


Sem duvidas este é um dos temas mais interessantes quando tratamos de processadores. A arquitetura de processador descreve o processador que foi usado em um computador. Grande parte dos computadores vêm com identificação e literatura descrevendo o processador que contém dentro de si, arquitetura CISC e RISC.
  • A CISC (em inglês: Complex Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Complexo de Instruções), usada em processadores Intel e AMD; suporta mais instruções no entanto, com isso, mais lenta fica a execução delas.
  • A RISC (em inglês: Reduced Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções) usada em processadores PowerPC (da Apple, Motorola e IBM) e SPARC (SUN); suporta menos instruções, e com isso executa com mais rapidez o conjunto de instruções que são combinadas.
Um processador CISC (Complex Instruction Set Computer), é capaz de executar várias centenas de instruções complexas, sendo extremamente versátil. Exemplos de processadores CISC são os 386 e os 486. No começo da década de 80, a tendência era construir chips com conjuntos de instruções cada vez mais complexos, mas alguns fabricantes resolveram seguir o caminho oposto, criando o padrão RISC (Reduced Instruction Set Computer ).
Ao contrário dos complexos CISC, os processadores RISC são capazes de executar apenas algumas poucas instruções simples. Justamente por isso, os chips baseados nesta arquitetura são mais simples e muito mais baratos. Outra vantagem dos processadores RISC, é que por terem um menor número de circuitos internos, podem trabalhar com clocks mais altos. Um processador RISC é capaz de executar instruções muito mais rapidamente.
Assim, em conjunto com um software adequado, estes processadores são capazes de desempenhar todas as funções de um processador CISC, compensando as suas limitações com uma velocidade maior de operação. Atualmente, vemos processadores híbridos, que são essencialmente
Processadores CISC, porém que possuem internamente núcleos RISC. Assim, a parte CISC do processador pode cuidar das instruções mais complexas, enquanto que o núcleo RISC pode cuidar das mais simples, nas quais é mais rápido. Parece que o futuro nos reserva uma fusão destas duas tecnologias. Um bom exemplo de processador híbrido é o Pentium Pro.

Arquitetura CISC

CISC (Complex Instruction Set Computer, ou, em uma tradução literal, “Computador com um Conjunto Complexo de Instruções”): é um processador capaz de executar centenas de instruções complexas diferentes sendo, assim, extremamente versátil. Exemplos de processadores CISC são os 386 e os 486 da Intel.
Processador 486
Um modelo CISC
Os processadores baseados na computação de conjunto de instruções complexas contêm uma micro programação, ou seja, um conjunto de códigos de instruções que são gravados no processador, permitindo-lhe receber as instruções dos programas e executá-las, utilizando as instruções contidas na sua micro programação. Seria como quebrar estas instruções, já em baixo nível, em diversas instruções mais próximas do hardware (as instruções contidas no microcódigo do processador). Como característica marcante esta arquitetura contém um conjunto grande de instruções, a maioria deles em um elevado grau de complexidade.
Examinando do ponto de vista um pouco mais prático, a vantagem da arquitetura CISC é que já temos muitas das instruções guardadas no próprio processador, o que facilita o trabalho dos programadores de linguagem de máquina; disponibilizando, assim, praticamente todas as instruções que serão usadas em seus programas. Os processadores CISC têm a vantagem de reduzir o tamanho do código executável por já possuírem muito do código comum em vários programas, em forma de uma única instrução.
Esta arquitetura processa e trata grandes e complexas instruções, nomeadamente operações de multiplicação e divisão mas também executa e/ou descodifica grandes quantidades de operações, parecendo possuir outro processador pelo facto da maioria dos algoritmos já se encontrarem no processador sendo o seu tempo de restabelecimento praticamente nulo.
A CISC é implementada e guardada em micro-código no processador, sendo difícil modificar a lógica de tratamento de instruções. Esta arquitetura suporta operações do tipo “a=a+b” descrita por “add a,b”, ou seja podem simplesmente utilizar dois operandos para uma única instrução, sendo um deles fonte e destino (acumulador) e permite um ou mais operadores em memória para a realização das instruções. Com isto se comprova a necessidade de abranger um elevado leque de modelos de endereçamento, com acesso direto à memória e com apontadores para as variáveis em memória, armazenados eles próprios (ponteiros) em células de memória.
A complexidade que envolve estes modelos compromete o produto a nível de comercialização e desenvolvimento, limitando ou diminuindo o aumento a frequência de relógio não só pelo tempo de acesso às memórias como devido ao reduzido número de registos.
Porém, do ponto de vista da performance, os CISC’s têm algumas desvantagens em relação aos RISC’s, entre elas a impossibilidade de se alterar alguma instrução composta para se melhorar a performance. O código equivalente às instruções compostas do CISC pode ser escrito nos RISC’s da forma desejada, usando um conjunto de instruções simples, da maneira que mais se adequar. Sendo assim, existe uma disputa entre tamanho do código X desempenho.
A existência de um grande número de registros nas arquiteturas RISC, aliado à evolução da tecnologia dos compiladores dos últimos anos (em especial, na geração de código), vem permitindo representar a maioria das variáveis escalares diretamente em registro, não havendo necessidade de recorrer com tanta frequência à memória. Esta organização não foi contudo economicamente viável nas gerações anteriores de microprocessadores, com destaque para a família da Motorola (M680x0) e, ainda mais antiga, a família da Intel (ix86). Estes processadores dispunham de um menor nº de registros e, consequentemente, uma diferente organização que suportasse eficientemente diversos mecanismos de acesso à memória.
Processador Motorola DragonBal
No caso da família M680x0, o programador tinha disponível dois bancos de 8 registros genéricos de 32 bits: um para dados (D) e outro para apontadores para a memória (A), suportando este último banco um variado leque de modos de endereçamento à memória. Apenas um dos registros (A7) é usado implicitamente em certas operações de manuseamento da stack.
A família Intel é mais complexa por não ter variadamente registros de uso genérico. A arquitetura de base dispõe efetivamente de 4 registros para conter operandos aritméticos (A, B, C e D), mais 4 para trabalhar com apontadores para a memória (BP, SP, DI e SI) e outros 4 para lidar com uma memória segmentada (CS, DS, SS e ES; a única maneira de uma arquitetura de 16 bits poder aceder a mais de 64K células de memória). Cada um destes registros não pode ser considerado de uso genérico, pois quase todos eles são usados implicitamente (isto é, sem o programador explicitar o seu uso) em várias instruções (por exemplo, os registros A e D funcionam de acumuladores em operações de multiplicação e divisão, enquanto o registro C é usado implicitamente como variável de contagem em instruções de controle de ciclos). A situação complica-se ainda mais com a variação da dimensão dos registros na mesma família (de registros de 16 bits no i286 para registros de 32 bits no i386), pois o formato de instrução foi concebido para distinguir apenas operandos de 8 e de 16 bits, e um Bit bastava; para garantir compatibilidade ao longo de toda a arquitetura, os novos processadores têm de distinguir operandos de 8, 16 e 32 bits, usando o mesmo formato de instrução.

Arquitetura RISC

Um PowerPC da IBM.
Reduced Instruction Set Computer ou Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções (RISC), é uma linha de arquitetura de computadores que favorece um conjunto simples e pequeno de instruções que levam aproximadamente a mesma quantidade de tempo para serem executadas. A maioria dos microprocessadores modernos são RISCs, por exemplo DEC Alpha, SPARC, MIPS, e PowerPC. O tipo de microprocessador mais largamente usado em desktops, o x86, é mais CISC do que RISC, embora chips mais novos traduzam instruções x86 baseadas em arquitetura CISC em formas baseadas em arquitetura RISC mais simples, utilizando prioridade de execução.
Os processadores baseados na computação de conjunto de instruções reduzido não tem micro-programação, as instruções são executadas diretamente pelo hardware. Como característica, esta arquitetura, além de não ter microcódigo, tem o conjunto de instruções reduzido, bem como baixo nível de complexidade.
A ideia foi inspirada pela descoberta de que muitas das características incluídas na arquitetura tradicional de processadores para ganho de desempenho foram ignoradas pelos programas que foram executados neles. Mas o desempenho do processador em relação à memória que ele acessava era crescente. Isto resultou num número de técnicas para otimização do processo dentro do processador, enquanto ao mesmo tempo tentando reduzir o número total de acessos à memória.
Esta arquitetura suporta operações do tipo “a=b+c” descrita por “add a,b,c”, ou seja, podem especificar três operandos para uma única instrução, mas exclusivamente se estes forem registos, originando em situação contrária (operadores em memória) um atraso provocado pela introdução de ações extra no processador que se reflete no funcionamento encadeado (piplining).
Para garantir rapidez e eficiência do sistema, pretende-se que os operadores sejam acedidos á velocidade de funcionamento do processador, logo se justifica a utilização dos registos, e para que a representação de todas as variáveis para processamento sejam apresentadas como registos, tem que se garantir um número elevado destes, assegurando-se atualmente a maioria das variáveis escalares pela utilização de 32 registos genéricos que caracterizam a maioria da tecnologia dos compiladores atuais.
Processador ultraSPARC IV.
Na representação de variáveis estruturadas, a sua atribuição não se apresenta de forma tão linear, a título de exemplo, um inteiro nesta arquitetura ocupa 32 bits, os reais 32 ou 64 bits (consoante a precisão) e cada célula de memória contem apenas 8 bits, logo cada variável ocupa várias células, portanto uma operação básica entre duas variáveis estruturadas implicava várias operações entre registos (efetuadas parcialmente, e implicavam elevado número de operações e registos), para isso utilizam um indicador (.align x) para alinhar a informação apenas em localizações de memória que começam por endereço par para 16 bits (x=1) ou então múltiplos de 4 para 32 bits (x=2).
O comprimento das instruções em arquiteturas RISC tiveram que ser fixados devido a adoção de tecnologias como o piplining e a maior facilidade e simplicidade e consequente redução do tempo de execução, estando o dimensionamento determinado por 32 bits para permitir especificar os três operandos.
Características comuns à maior parte dos processadores RISC:
  • número de instruções limitado;
  • codificação de instruções em uma palavra de tamanho fixo;
  • execução sem micro-código;
  • altas taxas de execução (próximas a 1 instrução/ciclo)
  • uso intenso de pipelines;
  • poucos modos de endereçamento;
  • operações envolvendo a memória principal restritas a transferências (LOAD, STORE);
  • operações lógicas e aritméticas entre registradores, tipicamente com instruções de três endereços.
Instruções complexas: apenas incluir quando o benefício no desempenho compensar a degradação de velocidade;
Uso de transistores: área de VLSI pode ser utilizada para novas instruções ou para aumentar número de registradores, incluir memória cache no chip do processador, adicionar unidades de execução;
Uso de microcódigo: deve ser evitado, pois o overhead associado ao tempo de acesso a microinstruções na memória de controle passou a ser considerável a partir do momento em que a tecnologia da memória principal passou de núcleos de ferrite para dispositivos semicondutores;
Papel do compilador: deve substituir eficientemente as operações complexas eliminadas do hardware. Para atingir este objetivo, otimização é fundamental; projeto de compiladores realizado juntamente com o projeto dos processadores.
Processador CELL usado no playstation 3.
Olha o processador do playstation 3, sim ele e um RISC.
RISC é também a arquitetura adotada para os processadores dos videogames modernos, que proporcionam um hardware extremamente dedicado somente à execução do jogo, tornando-o muito mais rápido em relação a micro computadores com mais recursos, embora com processador x86.

RISC versus CISC

Todos os processadores dispõem de instruções de salto “de ida e volta”, normalmente designados de instruções de chamada de sub-rotinas: nestas, para além de se alterar o conteúdo do registro PC como qualquer instrução de salto, primeiro guarda-se o endereço de instrução que segue a instrução de salto ( e que se encontra no PC); nas arquiteturas CISC este valor é normalmente guardado na stack; nas arquiteturas RISC esse valor é normalmente guardado num registro.
Conjunto de instruções de um processador RISC: o conjunto de instruções que cada processador suporta é bastante variado. Contudo é possível identificar e caracterizar grupos de instruções que se encontram presentes em qualquer arquitetura.
Para transferência de informação: integram este grupo as instruções que transferem informação entre registros e a memória (load/store), entre registros (simulado no Assembler do MIPS, e implementando com uma soma com o registro 0), diretamente entre posições de memória (suportado por exemplo, no M680x0, mas não disponível em qualquer arquitetura RISC), ou entre registros e a stack, com incremento/decremento automático do sp (disponível em qualquer arquitetura CISC, mas incomum em arquiteturas RISC);
Operações aritméticas, lógicas, …: soma, subtração e multiplicação com inteiros e fp, e operações lógicas AND, OR, NOT, ShiftLeft/Right são as mais comuns; alguns processadores suportam ainda a divisão, quer diretamente por hardware, quer por microprogramação.
Acesso a operandos em memória em CISC e RISC:Uma das consequências do fato das arquiteturas CISC disporem de um menor número de registros é a alocação das variáveis escalares, em regra, a posições de memória, enquanto que nas arquiteturas RISC, a regra era a alocação a registros. Atendendo ao modelo de programação estruturada tão em voga nos anos 70, ao fato da maioria das variáveis escalares serem locais a um dado procedimento, e à necessidade do modelo de programação ter de suportar o aninhamento e recursividade de procedimentos, as arquiteturas CISC necessitavam de um leque rico de modos de endereçamento à memória, para reduzir o gap semântico entre uma HLL e a linguagem máquina.
Resume-se aqui, as principais diferenças entre as arquiteturas CISC e RISC, nas facilidades de acesso a operandos que se encontram em memória:
CISC: grande riqueza na especificação de modos de endereçamento; exemplo do i86: modo absoluto; por registro indireto –(R), – (SP), (SP)+; por registro base –(Rb)+desloc8,16,32, (Rb)+(R), (Rb)+desloc8,16,32; com acessos indiretos à memória, isto é, com apontadores para as variáveis sem memória armazenados em células de memória.
RISC: apenas em operações load/store e apenas 1 ou 2 modos; exemplo do MIPS: apenas (R)+desloc16.
Operações lógicas e aritméticas em CISC e RISC: Duas grandes diferenças se fazem notar entre estes 2 modelos: na localização dos operandos neste tipo de operações, e o nº de operandos que é possível especificar em cada instrução.
CISC: 1 ou mais operandos em memória (máx 1 no i86 e M68K); nem sempre se especificam 3 operandos (máx 2 no i86 eM68K).
RISC: operandos sempre em registros; 3 operandos especificados (1 dest, 2 fontes).
Gráfico exibindo a diferença entre a velocidade de processamento das instruções.
Como pode ser visto no gráfico acima, a quantidade de etapas pela qual a instrução nos processadores de arquitetura CISC e maior que as RISC, causando o efeito de demora para as instruções serem processadas.
Com o aparecimento de linguagens como FORTRAN, Algol, Simula, Pascal e C em 1950-1970 ajudou ao desenvolvimento de metodologias estruturas de programas, a construções lingüísticas de mais alto nível, e a maior quantidade de pessoas a escreverem programas, exigiam suporte eficiente e adequado, para poupar o trabalho de geração de código, pelos compiladores daquelas linguagens. Esta pressão viria a influenciar decisivamente a maioria dos processadores, ao ponto, de exemplo ilustrativo, chegar a haver um CPU que suportava diretamente o tipo de dados ‘lista ligada’, oferecendo instruções máquina para ‘inserir’ e ‘remover’ elementos de uma lista em memória. Instruções de grande complexidade e um grande número de instruções, são os dois principais aspectos que caracterizam um modelo CISC (Complex Instruction Set Computer). Os processadores atuais incorporados no computador pessoal (PC – Personal Computer) seguem esta filosofia.

Arquitetura Híbrida

Apesar de por questões de Marketing, muitos fabricantes ainda venderem seus chips, como sendo “Processadores RISC”, não existe praticamente nenhum processador atualmente que siga estritamente uma das duas filosofias. Tanto processadores da família x86, como o Pentium II, Pentium III e AMD Athlon, quanto processadores supostamente RISC, como o MIPS R10000 e o HP PA-8000, ou mesmo o G4, utilizado nos Macintoshs misturam características das duas arquiteturas, por simples questão de performance. Por que ficar de um lado ou de outro, se é possível juntar o melhor dos dois mundos? A última coisa que os fabricantes de processadores são é teimosos, sempre que aparece uma solução melhor, a antiga e abandonada.
Intel Pentium 3
Um exemplo de processador hibrido.
Examinando de um ponto de vista um pouco mais prático, a vantagem de uma arquitetura CISC é que já temos muitas das instruções guardadas no próprio processador, o que facilita o trabalho dos programadores, que já dispõe de praticamente todas as instruções que serão usadas em seus programas. No caso de um chip estritamente RISC, o programador já teria um pouco mais de trabalho, pois como disporia apenas de instruções simples, teria sempre que combinar várias instruções sempre que precisasse executar alguma tarefa mais complexa. Seria mais ou menos como se você tivesse duas pessoas, uma utilizando uma calculadora comum, e outra utilizando uma calculadora cientifica. Enquanto estivessem sendo resolvidos apenas cálculos simples, de soma, subtração, etc. quem estivesse com a calculadora simples poderia até se sair melhor, mas ao executar cálculos mais complicados, a pessoa com a calculadora científica disporia de mais recursos.
A ideia de construção de um processador híbrido é bastante interessante, pois faz com que finalmente PCs possam ter um desempenho realmente astronômica. A Intel, porém, errou feio em um detalhe importante do projeto do Pentium Pro: o seu decodificador CISC foi desenvolvido basicamente para trabalhar com código de 32 bits – ou seja, com sistemas operacionais como o Windows NT, OS/2 e Netware. (Nota: o Windows 95 é um sistema operacional híbrido; apesar da Microsoft declarar que se trata de um “sistema operacional de 32 bits”, isto não é totalmente verdade. Grande parte do seu código ainda é de 16 bits de modo a tornar-se compatível com aplicativos escritos para o Windows 3.x).
Isto quer dizer que, se tivermos um Pentium-200 e um Pentium Pro-200, um Windows 3.11 será mais rápido no Pentium e não no Pentium Pro, por mais incrível que possa parecer.
Conclusão: Não vale a pena adquirir um micro baseado no Pentium Pro se você for utilizar MS-DOS, Windows 3.x ou Windows 95. Processadores de outros fabricantes – em especial o 6×86 da Cyrix e o 5K86 da AMD – também possuem arquitetura híbrida CISC/RISC, com a vantagem de possuírem um decodificador otimizado para código tanto de 32 bits quanto de 16 bits. Nos chips atuais, que são na verdade misturas das duas arquiteturas, juntamos as duas coisas. Internamente, o processador processa apenas instruções simples. Estas instruções internas, variam de processador para processador, são como uma luva, que se adapta ao projeto do chip.
As instruções internas de um K6 são diferentes das de um Pentium por exemplo. Sobre estas instruções internas, temos um circuito decodificador, que converte as instruções complexas utilizadas pelos programas em várias instruções simples que podem ser entendidas pelo processador. Estas instruções complexas sim, são iguais em todos os processadores usados em micros PC. é isso que permite que um Athlon e um Pentium III sejam compatíveis entre sí.
O conjunto básico de instruções usadas em micros PC é chamado de conjunto x86. Este conjunto é composto por um total de 187 instruções, que são as utilizadas por todos os programas. Além deste conjunto principal, alguns processadores trazem também instruções alternativas, que permitem aos programas executar algumas tarefas mais rapidamente do que seria possível usando as instruções x86 padrão. Alguns exemplos de conjuntos alternativos de instruções são o MMX (usado apartir do Pentium MMX), o 3D-NOW! (usado pelos processadores da AMD, a partir do K6-2), e o SSE (suportado pelo Pentium III).
Leitura complementar: