INFORMAÇÃO E SUAS TECNOLOGIAS

quarta-feira, 13 de julho de 2011

10 especificações importantes para a compra de um processador

Conheça as principais características que devem ser avaliadas em uma CPU e compre o modelo certo.
 
Com os preços baixíssimos de computadores oferecidos por montadoras, o consumidor quase sempre opta pelo mais prático. Máquinas personalizadas estão cada vez mais raras, contudo, por mais opções e garantias que as montadoras ofereçam, nenhum computador pronto é exatamente o que o consumidor procura.
Acontece que as configurações prontas das montadoras dificilmente atendem a todas as exigências. Algumas vezes, falta uma placa de vídeo, outras o processador não é bem o que o usuário deseja. Claro, aqui consideramos apenas as montadoras mais comuns, excluindo aquelas que permitem ao consumidor escolher cada componente e que cobram absurdos pela montagem.
E para você, que assim como nós, do Tecmundo, ainda prefere ter o seu direito de escolha e abusar dos conhecimentos de informática, é que elaboramos este artigo. Separamos algumas dicas para você se lembrar das principais especificações que devem ser observadas na futura compra de uma CPU.

Fabricante

Acredite se quiser, a “marca” do processador é a primeira escolha que você deve fazer. Afinal, sem antes definir a fabricante que você prefere, não haverá como optar entre as demais especificações. Como você já deve saber, atualmente existem duas empresas que comercializam CPUs para o mercado doméstico, são elas: AMD e Intel.
Escolha a sua marca favorita
Quando falamos de escolher a melhor, não há como definir apenas uma. As duas fabricantes possuem ótimos processadores, os quais fornecem diferentes características. Sendo assim, a escolha da marca é um pouco dependente dos demais fatores.
Caso você esteja pensando em comprar um produto de baixo custo, a AMD deve ser a opção mais sensata. Claro, recomendamos que você continue lendo o artigo, afinal, ao analisar outros fatores, pode ser que você encontre um modelo da Intel com valor muito próximo ao da concorrente.

Série

A segunda especificação que deve ser observada é a série da CPU. Atualmente, as fabricantes dividem as linhas de processadores em baixo, médio e alto desempenho. A Intel, por exemplo, oferece os seguintes modelos:
  • Intel Core i3 de segunda geração (recomendado para desempenho básico);
  • Intel Core i5 de segunda geração (indicado para tarefas intermediárias);
  • Intel Core i7 de segunda geração (ideal para quem deseja o máximo em jogos e vídeo).
Intel Core de segunda geração
A AMD está prestes a lançar novos processadores, todavia, considerando os processadores disponíveis atualmente, podemos classificá-los da seguinte maneira:
  • AMD Athlon II X2 (indicado para usuários que desejam navegar na web);
  • AMD Athlon II X3 (recomendado para execução de arquivos multimídia);
  • AMD Athlon II X4 (ideal para games atuais e tarefas multimídia);
  • AMD Phenom II X2 (indicado para tarefas avançadas e jogos);
  • AMD Phenom II X4 (ideal para jogos de alta qualidade e edição de vídeos);
  • AMD Phenom II X6 (perfeito para quem utiliza aplicativos compatíveis com múltiplos núcleos e deseja alto desempenho).
AMD Phenom II
Nota: nossas sugestões são básicas e não devem ser adotadas como regra. Para escolher a série ideal, pode ser interessante consultar os sites das fabricantes (a AMD, por exemplo, fornece um sistema para o usuário encontrar máquinas com processadores prontos para as tarefas que deseja realizar).

Soquete

Como estamos considerando uma montagem completa do computador, observar o soquete do processador é muito importante. Caso sua lista de componentes tenha começado pela placa-mãe, por exemplo, você deverá encontrar um processador adequado para ela.
Placa-mãe para processadores Intel Core de segunda geração
Contudo, se a CPU é a primeira peça que você está escolhendo, pode ser que o soquete não seja um fator tão importante a ser considerado. Até porque, se você já escolheu alguma série de processadores, não terá muita opção para escolher o soquete, visto que tal detalhe faz parte de cada linha de CPUs. Atualmente, os processadores usam os seguintes soquetes:
  • AMD AM3;
  • Intel LGA 1155.

Arquitetura

A arquitetura dos processadores nem sempre é uma especificação que vai determinar a escolha do processador que o usuário vai adquirir. Cada modelo já tem uma arquitetura interna e não há como obter outro modelo idêntico com arquitetura diferente.
Arquitetura dos processadores AMD Bulldozer
Sendo assim, pesquisar sobre a arquitetura pode ser interessante para saber sobre as tecnologias compatíveis com o processador, o tipo de memória adequado e outros detalhes. As principais arquiteturas utilizadas nas CPUs atuais são:
  • K10 (Phenom II X4 e Phenom II X6);
  • Sandy Bridge (Intel Core i3, i5 e i7 de segunda geração).

Quantidade de núcleos

Ao comprar um novo processador, observar a quantidade de núcleos é importantíssimo. No caso dos processadores Intel, essa tarefa é um pouco irrelevante, pois fica claro que um Intel Core i7 de quatro núcleos é mais forte que um Intel Core i5.
Quantidade de núcleos pode aumentar muito o desempenho
Todavia, ao comprar um AMD, a análise pode ser um pouco mais complexa (visto que há duas linhas de processadores). Abaixo listamos alguns processadores e as respectivas quantidades de núcleos:
  • AMD Athlon II X2 250 (2 núcleos);
  • AMD Athlon II X3 425 (3 núcleos);
  • AMD Athlon II X4 630 (4 núcleos);
  • AMD Phenom II X2 545 (2 núcleos);
  • AMD Phenom II X3 720 (3 núcleos);
  • AMD Phenom II X4 955 (4 núcleos);
  • AMD Phenom II X6 1090T Black (6 núcleos);
  • Intel Core i3-2100T de segunda geração (2 núcleos);
  • Intel Core i5-2390T de segunda geração (2 núcleos);
  • Intel Core i5-2500K de segunda geração (4 núcleos);
  • Intel Core i7-2600K de segunda geração (4 núcleos).

Frequência

Para muitos consumidores, a única especificação que importa é a “velocidade” do processador. O que muitos chamam de velocidade é, na verdade, a frequência da CPU (também conhecida como clock). Apesar de ser muito importante, a frequência nem sempre determina tudo o que um processador é capaz de fazer.
É possível ter um modelo de alto desempenho que opera em determinada frequência e outro de baixo rendimento que use o mesmo clock. Nem por isso eles são idênticos, afinal, existem outros fatores (que estão citados acima e abaixo desse tópico) que definem o desempenho da máquina.
Processador AMD
Claro, se considerarmos a análise de processadores de uma mesma série, a frequência é uma especificação fácil de ser analisada. Quanto maior a frequência, maior a quantidade de cálculos que será realizada.

Memória cache

A memória cache é quase um divisor de águas quando falamos de processadores AMD. A diferença entre as linhas AMD Athlon II e AMD Phenom II é notável quanto a essa especificação. Veja uma comparação entre dois processadores dessas linhas:
  • O AMD Phenom II X4 965 tem 6 MB de memória cache L3;
  • O AMD Athlon II X4 630 tem 2 MB de memória cache L2.
Se comparássemos apenas a quantidade de memória, já seria fácil notar que as CPUs da linha AMD Phenom II X4 são capazes de trabalhar com maior quantidade de dados. Todavia, ainda devemos observar que os processadores AMD Athlon II X4 não têm o nível L3 de memória cache, o que significa que eles devem apresentar menor desempenho. Veja mais informações no site oficial:
Para processadores Intel o mesmo  argumento é válido. Entretanto, todas as CPUs Intel Core i de segunda geração já vêm com memória cache de nível L3, variando apenas a quantidade. Fica fácil comparar um i7, que traz 8 MB, com um i5 que vem com 6 MB e com um i3, que conta com apenas 3 MB. Confira todos os detalhes dos processadores Intel:

Nanotecnologia

Talvez a nanotecnologia de construção não seja uma especificação realmente relevante na hora de decidir entre um processador e outro. Todavia, considerando que no mercado brasileiro existem CPUs das gerações atuais e das anteriores, fica fácil confundir os modelos. Se observarmos a nanotecnologia de construção, fica fácil identificar qual o processador mais recente.
Nanotecnologia avançada nos processadores Intel
A regra é básica: quanto menor a nanotecnologia, mais novo e, possivelmente, melhor é o processador. Tal regra é bem fácil de ser compreendida se compararmos os atuais Intel Core i com os antigos. A linha baseada na arquitetura Nehalem tinha nanotecnologia de 45 nm. A série Intel Core i de segunda geração, baseada na arquitetura Sandy Bridge, tem nanotecnologia de 32 nm.

TDP

Caso você não saiba o que é o TDP, recomendamos que leia nosso artigo “O que é o TDP de um processador?”. A especificação de TDP raramente é observada, visto que muitos usuários pensam que isso tem relação apenas com a quantidade de energia gasta.
(Fonte da imagem: Reprodução/Mike Babcock)
Apesar de estar diretamente relacionado, o TDP também serve para que o usuário fique atento na hora de escolher um cooler para refrigerar o processador. Sendo assim, adquirir um processador de baixo TDP é interessante, visto que ele deve esquentar menos e ter um desempenho melhor.

Chip gráfico

A linha de processadores Intel Core i de segunda geração já vem com chips gráficos embutidos. A CPU agora também é responsável pelo processamento básico de parte dos jogos e vídeos, o que significa que o usuário deve estar atento para o chip que vem no processador. A lista de GPUs embutidas nos modelos atuais da Intel é a seguinte:
  • Intel Core i3 de segunda geração (Intel® HD Graphics 2000);
  • Intel Core i5 de segunda geração (Intel® HD Graphics 2000);
  • Intel Core i7 de segunda geração (Intel® HD Graphics 3000).
Atualmente, os novos processadores da AMD ainda não chegaram ao Brasil. Todavia, em questão de semanas ou meses eles estarão marcando presença em nosso mercado. Portanto, também é importante espiar essa especificação na hora de adquirir um dos novos modelos da AMD. Confira alguns chips gráficos que estarão presentes nos processadores AMD Serie A:
  • AMD A6 (AMD Radeon HD 6530D);
  • AMD A8 (AMD Radeon HD 6550D);
  

Está na hora de aposentar o Windows XP? Conheça alguns motivos para deixar esta versão de sistema operacional de lado

10 motivos para abandonar o Windows XP

O Windows XP surgiu para ocupar o lugar do Windows 2000 e ME. Essa versão do sistema operacional da Microsoft foi desenvolvida com o objetivo de revolucionar a interação entre o computador e o usuário.
Nesse sentido o XP não deixou a desejar na época do seu lançamento. O visual todo azulado e as ferramentas mais elaborados que as dos seus antecessores fizeram a versão liderar o mercado. De 26 de outubro de 2001, data do seu lançamento comercial, até janeiro de 2006, o XP atingiu 400 milhões de licenças vendidas, segundo a IDG News Service. Seu auge ocorreu em dezembro do mesmo ano, quando o SO abocanhou 85% dos usuários.
Mesmo com o lançamento do seu sucessor, o Windows Vista, a versão continuou sendo aclamada pelo mercado. O Vista apresentou uma série de dificuldades de compatibilidade, consumo exagerado de memória e processador que fizeram com que ele não vingasse e fosse esmagado por críticas.
Sem perder tempo, a Microsoft criou o Windows 7 – o qual começou a ser tratado como a obra-prima dos sistemas operacionais. Entretanto, o clássico XP não perdeu tanto mercado quanto o esperado por seus genitores. O bom e “velho” sistema operacional, de acordo com o site de estatísticas para a internet e tecnologias Net Applications, ainda ocupava no mês de agosto de 2010 mais de 60% dos computadores em todo o mundo!
O sistema operacional mais usado no mundo!
A supremacia do Windows XP tem sido derrubada aos poucos, isso é fato e a Microsoft tem tomado medidas que o empurram ao sepultamento. Estaria na hora do XP ser aposentado de uma vez por todas? Conheça dez motivos para deixar de usar a versão de sistema operacional de maior sucesso da história.
1º - Os anos de trabalho têm pesado
Nestes quase dez anos de vida do Windows XP, os softwares e hardwares sofreram drásticos aperfeiçoamentos, exigindo melhor desempenho do sistema operacional. O vovô dos SOs começa a demonstrar sinais de fraqueza. Em meados do ano passado o Baixaki realizou alguns testes com as últimas três versões da empresa do Bill Gates e o resultado aponta o Windows 7 como o mais veloz. Acesse o artigo clicando aqui e confira mais detalhes desta comparação.
O sistema de indexação das bibliotecas do XP é precário se comparado com o xodó da Microsoft, o Windows 7. Neste último, a organização e exibição dos arquivos acontecem em tempo real e segmentando o resultado de pesquisas por categorias de arquivos. Caso tenha a oportunidade de interagir com o Windows 7, digite alguns termos no campo de pesquisa apresentado ao pressionar o botão Iniciar e faça o teste.
Os hardwares da nova geração dificultam a operação do XP.
Outro recurso do XP que está defasado é o chamado “Documentos recentes”. Na versão caçula de Bill Gates essa ferramenta recebe o nome de Jump Lists, que mantém os documentos melhor atualizados e proporciona considerável agilidade em sua acessibilidade.
2º - Pensando em usufruir do IE9? Esqueça!
Na semana passada o Internet Explorer 9 teve sua versão de teste lançada. O Beta do navegador da Microsoft chamou atenção pela total reformulação da sua interface, ganho na velocidade de abertura de abas, melhorias no gerenciador de downloads e maior interação com o sistema operacional. Ficou com vontade de experimentá-lo, não é mesmo?
Infelizmente, temos uma péssima notícia para os usuários do Windows XP: o IE9 não é compatível com tal versão de SO. Para testar os novos recursos do browser mais popular você terá que recorrer aos seus amigos, primos ou o dono da lan-house mais próxima da sua casa. Leia o artigo “O que achamos do Internet Explorer 9” e confira as primeiras avaliações do Baixaki.
3º - O MSN 2010 também está fora da jogada
O XP não suporta o MSN.Não é possível utilizar o Internet Explorer mais atual, tudo bem. Pelo menos as máquinas com o Windows XP mandam mensagens instantaneamente sem qualquer problema. Mandar você consegue, mas não com a novidade da Microsoft para o seu comunicador instantâneo – o qual domina completamente o mercado. O MSN Messenger 2010 é outro aplicativo que não é suportado pelo XP.
Conforme citado anteriormente, ao que tudo indica, a empresa criadora do Windows XP está procurando forçar as pessoas a migrar de versão de SO, cortando compatibilidades do ancião dos sistemas operacionais com os programas essenciais no dia a dia dos usuários. Digamos que essa jogada não é muito justa com seus clientes, mas faz parte dos interesses corporativos. Não conhece o novo mensageiro? Não perca tempo e confira o que adoramos e odiamos no MSN Messenger 2010.
4º - Precisando de maquiagem
Em relação aos aspectos visuais é comum que versões mais atuais tragam novidades que tornem a interface do sistema operacional mais atraente. Do XP para o Vista houve uma mudança brutal do layout e características gráficas. Em relação ao Windows 7 a diferença é ainda mais clara.
Embora muitos ainda prefiram a simplicidade do SO líder de mercado até hoje, a transparência e os níveis de personalização do caçula da Microsoft dão um ar mais moderno, sofisticado e descolado para a máquina.
O Aero Peek (recurso que deixa apenas a janela apontada pelo cursor na Barra de tarefas à mostra), o Aero Snap (sistema que possibilita minimizar janelas apenas sacudindo-as) e a disposição das janelas em qualquer parte da Área de trabalho empurrando-as para as laterais da tela são algumas das ferramentas que garantem a maior praticidade do Windows 7.
É possível incrementar o Windows XP com alguns aplicativos que o deixam mais parecido com a versão preferida da Microsoft. Aqui no Baixaki você encontra uma infinidade de temas, wallpapers e outros softwares nesse sentido. O resultado é bacana, muitas vezes é difícil identificar a diferença entre um XP turbinado e um 7 original. O único contraponto é a possibilidade dessas implementações aumentarem o consumo de memória, o que torna o PC mais lento.
5º - Quer pagar quanto?
Chegamos ao momento de discutir algo que é de suma importância no momento de decisão para o upgrade: o custo do sistema operacional. Pelos recursos oferecidos, o Windows XP era considerado caro para a época em que sua comercialização atingiu seu apogeu – o que lhe dá crédito de qualidade.
Quer pagar quanto por um SO robusto?
Por sua vez, o Vista foi a grande desilusão da Microsoft. Com preços elevados e reclamações incessantes, a versão não teve grande difusão no mercado e já nasceu fadada ao fracasso. O Windows 7 não pode ser considerado o modelo de economia na aquisição de um software. Entretanto, proporcionalmente, a versão mais nova é a mais barata entre as três.
Vale ressaltar que o queridinho da empresa de Bill Gates é o sistema operacional que tem sistema de defesa contra pirataria mais eficaz. As cópias sem certificação existem, mas não são nem um pouco indicadas. Esses SOs crackeados são uma porta aberta para a invasão de pragas virtuais, como vírus e spywares.
6º - Caindo no esquecimento
A intenção da Microsoft em abandonar o Windows XP aliada à difusão de aplicativos em 64 bits (que apresentam melhores efeitos gráficos e desempenho do PC) força ainda mais que os usuários abandonem o sistema operacional companheiro de tantos anos. Os desenvolvedores de todo o mundo estão sendo pressionados a elaborar programas voltados para os modelos mais novos de processadores, memórias e SOs. Isso deve ser percebido daqui a alguns anos pelos usuários.
Quer um exemplo? O Windows XP de 32 bits tem dificuldade em reconhecer mais de 3 GB de memória RAM. Não significa que ele não opere em conjunto com quantias maiores, mas o desempenho do computador não é explorado ao máximo. A tendência de que máquinas saiam de fábrica com quatro e seis gigabytes está cada vez mais próxima da realidade – já possível adquirir pentes de memória de 6 GB em lojas especializadas em informática.
Em alguns anos o XP não será mais vendido e não terá suporte.
O receio da grande maioria dos usuários ao cogitar a ideia de migrar do XP para o Windows 7 é a possível incompatibilidade com os softwares comumente utilizados. O fato é que a versão mais nova do SO da Microsoft possui o Modo Windows XP, o qual possibilita que aplicativos nativos do SO mais antigo sejam instalados sem qualquer problema. Confira como proceder em “Windows 7 com programas para XP sem problemas de compatibilidade”.
7º - Correndo riscos
No que concerne à proteção contra as ameaças digitais, o Windows XP conta com o Windows Security Center (Central de Segurança do Windows). Com a atualização do sistema operacional, o sistema de defesa (chamado agora de Action Center) teve sua capacidade expandida por meio de informações mais precisas e completas sobre os possíveis invasores.
As notificações de problemas, fornecimento de dados de monitoramento e informações relacionadas à manutenção do sistema são mais claras no Windows 7. Nesta mesma versão, as ferramentas de backup e restauração oferecem dispositivos de agendamento para que o cotidiano do usuário se torne mais prático.
Segurança acima de tudo!
Nada disso significa que exista um sistema operacional imune aos malwares e às ações de hackers e crackers. A tendência natural é que os desenvolvedores dos SOs implementem mecanismos que inibem essas ameaças com as novas versões.
8º - Carregando o SO para todo lado
Para os computadores móveis o Windows XP tem seu desempenho reduzido. Neste tipo de equipamento, a economia de consumo de energia é um fator crucial para a aceitação dos fabricantes. Na intenção de poupar a bateria dos notebooks, por exemplo, o Windows 7 disponibiliza gerenciadores de energia mais avançados e eficientes que o seu avô.
A forma como as redes sem fio, também conhecidas como Wi-Fi ou wireless, são encontradas e conectadas acontece com maior naturalidade. Com alguns cliques o jovem sistema operacional estabelece sua conexão com esse tipo de tecnologia, diferentemente do processo cheio de janelas do Windows XP.
9º - Quem não comprou, não compra mais
O domínio de mercado por parte do Windows XP nós já apresentamos no início deste artigo. Mas isso parece não sensibilizar a empresa de Bill Gates. Os responsáveis pela multinacional dizem saber do valor que este sistema operacional tem para seus milhões de clientes mundo afora.
Se você gosta do XP, corra para comprar o seu!
Entretanto, isso não os coibiu a tomar mais uma atitude que visa enterrar o SO que chegará a uma década de vida no ano que vem: as vendas do XP serão encerradas no dia 22 de outubro de 2010. Ou seja, se você é fã incondicional do “velho” guerreiro da computação, deve correr para comprar sua licença. Dê uma olhada na notícia publicada pelo Baixaki referente ao acontecido.
10º - Fim do suporte
Os simpatizantes do Windows XP não estão nada satisfeitos com as ações da desenvolvedora para sacrificá-lo. Como se não bastasse encerrar as vendas e promover incentivos à criação de softwares compatíveis apenas com as versões mais atuais, a Microsoft não dá mais suporte técnico para o Windows XP Service Pack 2 desde o dia 13 de julho de 2010, e o Pack 3 terá assistência até 2014 – conforme política do ciclo de vida de produtos estipulado pela multinacional.
Em outras palavras, caso você esteja utilizando estas versões depois de terem expirado e aconteça qualquer problema, a empresa do Bill Gates não tem a obrigação de auxiliá-lo em nada. Portanto, fique de olho nas datas de encerramento de suporte para o XP e evite futuros transtornos. Para mais informações clique aqui.
Vale a pena fazer um upgrade?
Agora que você já conhece alguns dos motivos para abandonar o Windows XP uma pergunta é inevitável: será que é válida a migração da versão mais usada para o Windows 7? Essa indagação não tem uma resposta ideal. Cada usuário tem necessidades e experiências diferenciadas.
Cada usuário tem suas necessidades.
Entretanto, é irrefutável que o dinossauro dos SOs tem seu ciclo de vida definido pela Microsoft. Depois de 2014 será difícil manter o sistema operacional sem as atualizações e o suporte. Vale salientar que é preciso tomar alguns cuidados ao fazer um upgrade de sistema operacional. Confira algumas dicas do Baixaki no artigo “Windows 7: O que você precisa saber antes de migrar do XP para o Sete”.

Windows XP deve morrer em menos de 1000 dias

Segundo a Microsoft, usuários do sistema operacional devem fazer o quanto antes a transição para o Windows 7. 

Uma atualização publicada na última segunda-feira (11 de julho) por Stephen L Rose, no blog oficial do Windows, afirma que a versão XP do sistema operacional está com os dias contados. Segundo o autor do texto, o software deve perder o suporte estendido em menos de 1000 dias, motivo mais que suficiente para os usuários migrarem para uma versão mais atualizada.
(Fonte da imagem: Microsoft)
O autor também defende a ideia de que aquilo que era a melhor opção há 10 anos não possui a mesma força atualmente, afirmando que o Windows 7 resolve muitos dos problemas encontrados na versão XP. A partir do dia 8 de abril de 2014, atualizações de segurança e revisões de código não estarão mais disponíveis para o sistema, o que deixará máquinas vulneráveis a qualquer ameaça que surja a partir desse momento.
Outro argumento em favor do abandono do Windows XP é o fato de que muitos desenvolvedores terceirizados não estão mais dando suporte ao produto. Com isso, a possibilidade de ocorrência de problemas de segurança ou incompatibilidade cresce, o que deve resultar em mais custos para os departamentos de tecnologia de informação de grandes companhias.
O tom do texto produzido por Rose é alarmista, com trechos que afirmam que companhias que não começarem agora mesmo a transição para o Windows 7 correm o risco de expor suas informações a pessoas mal intencionadas. Segundo ele, companhias como Samsung, Boeing e BMW reconhecem a superioridade do sistema operacional atual, que traria mais segurança e aumentaria a produtividade dos funcionários.

Windows 7 ultrapassa as 400 milhões de cópias

Também na segunda-feira, durante a Worlwide Partner Conference (WPC), evento da Microsoft que ocorre na cidade de Los Angeles, Steve Ballmer revelou que o Windows 7 já vendeu mais de 400 milhões de unidades. Segundo a companhia, sete cópias do sistema operacional são vendidas a cada segundo.
Porém, não foram reveladas quantas unidades do produto são vendidas de forma individual e quantas são disponibilizadas pelo sistema OEM, espécie de venda casada em que o usuário compra uma máquina que já vem com o produto instalado. Outra informação divulgada pela companhia é a de que o Internet Explorer 9 é o navegador mais utilizado por quem opera com o Windows 7 nos Estados Unidos.
Segundo dados do Net Applications, divulgados em junho deste ano, o sistema operacional já é usado por 27% dos computadores do mundo. A expectativa da Microsoft é que a participação de mercado aumente ainda mais, principalmente devido aos usuários que estão fazendo a transição do Windows XP para um sistema mais moderno.
 
 

sábado, 2 de julho de 2011

TECNOLOGIA VERDE

TI verde
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

TI é um conjunto de atividades e soluções via recursos de computação. E TI Verde consiste na prática sustentável da: produção, gerenciamento, uso e descarte dos equipamentos eletrônicos.

O uso da TI provoca impactos no meio ambiente sendo tanto pela demanda de energia elétrica quanto pelos materiais utilizados na fabricação do hardware. Mediante isto, o mercado adotou ações de sustentabilidade no setor tecnológico. Um exemplo é o Índice de Sustentabilidade Empresarial, ferramenta de análise comparativa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa com base na: eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa que impulsionam a adoção das ações propostas como TI Verde.[1] As empresas com os melhores índices, possuem vantagens econômicas como, facilidade de créditos e um melhor marketing frente à sociedade.

Fabricação

Se aproveita de métodos de produção que sejam menos nocivos a natureza, como por exemplo: reduzir os níveis de substâncias químicas utilizadas para a produção dos equipamentos; aparelhos eletrônicos que consumam menos energia; utilizar materiais reciclados.

Administração e Uso

Trata de como uma empresa utiliza e gerencia seus equipamentos da área de TI. Isso abrange a compra quanto a locação de equipamentos que consumam menos energia elétrica, bem como o uso de papel reciclado e redução nos índices de impressão.

Uma das principais tendências atualmente é o use de virtualização de servidores, usado para otimizar espaço físico e custos de TI dentro das empresas. Com essa tecnologia colocam-se diversas aplicações dentro de um único servidor, aumentando a eficiência operacional, reduzindo custos com infra-estrutura, mão-de-obra especializada, licença de softwares e eliminação de desperdícios com hardware ocioso.[2]

Descarte Inteligente

É a maneira correta de se desfazer de equipamentos, cuidando para que eles não sejam simplesmente jogados em aterros sanitário comuns, onde, em consequências das substâncias químicas contidas pode haver risco de contaminação do solo e da água, sendo encaminhado para a reciclagem ou doação dos equipamentos assim que estiver encerrada sua vida útil.

Práticas

As práticas de TI Verde podem ser divididas em 3 níveis:

- TI Verde de incrementação tática: Não modifica a infra-estrutura atual nem as políticas internas, apenas incorpora medidas de contenção de gastos excessivos. Por exemplo: uso de monitoramento automático de energia disponível nos equipamentos, uso de lâmpadas fluorescentes e a otimização da temperatura das salas. São medidas simples de serem implementadas e não geram custos adicionais.

- TI Verde Estratégico: Exige uma auditoria sobre a infra-estrutura de TI e seu uso sustentável, implementando novos meios viáveis de produção de bens ou serviços de forma ecológica. Por exemplo, a criação de uma nova infra-estrutura na rede elétrica e sistemas computacionais de menor consumo elétrico e medidas de controle de seus descartes.

- Deep IT (TI Verde Profundo): Este incorpora o projeto e implementação estrutural de um parque tecnológico buscando a maximização do desempenho com mínimo de gasto elétrico; isto inclui projetos de sistemas de refrigeração, iluminação e disposição de equipamentos no ambiente.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Google Me pode abocanhar Orkut e ser a nova rede social do Google Novo sistema de agregação de redes sociais do Google pode colocar um ponto final no serviço mais popular do Brasil.

O Orkut como conhecemos pode acabar. Kevin Rose, fundador do serviço Digg, afirmou em seu Twitter que possui fontes fidedignas de que uma nova rede social para competir com o Facebook será lançada pela Google ainda neste ano. Esta rede social agregaria todos os serviços sociais da empresa, incluindo o nosso querido Orkut, e colocaria um ponto final na dispersão das funcionalidades.

A Google, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, tentaria então obter a parcela do mercado que hoje é dominado pelo Facebook (detentor de 400 milhões de usuários ao redor do mundo).

Um serviço paralelo ao Orkut?

O Orkut é, sem margem para dúvidas, a rede social mais utilizada no Brasil, muito mais popular do que Facebook, Twitter e outras de menor expressão. Apesar de esse número de usuários brasileiros ser bastante grande, em escala mundial a rede social da Google fica muito atrás do concorrente Facebook, este possuindo mais de 400 milhões de adeptos.

E mesmo com o recente fracasso do Buzz, a Google parece não ter desistido de correr atrás dos usuários que prosseguem migrando para o Facebook. A maior prova disso está em uma possível modificação de todos os serviços sociais Google, conforme foi divulgado por Kevin Rose, fundador do Digg em seu Twitter oficial.
Rose é conhecido por sempre divulgar rumores que tornam-se reais no futuro. Ele disse que, segundo fontes confiáveis, a Google estaria desenvolvendo um novo modelo de sociabilização pela internet. O tweet dele diz: "OK, umm, huge rumor: Google to launch facebook competitor very soon Google Me, very credible source", em português: “Hmm, fontes confiáveis dizem que muito em breve a Google vai lançar um concorrente para o Facebook, o Google Me”.
Ou o fim do Orkut?

Este novo recurso não assustaria aos usuários brasileiros, se não fosse por um pequeno detalhe: no Gmail americano já não está mais sendo vinculado o link direto para as contas do Orkut. O que isso quer dizer? Por enquanto são apenas especulações, mas ao que tudo indica, o Google Me vai fazer com que o Orkut seja encerrado.

O que a imprensa norte-americana está imaginando é que, com isso, a Google agregue vários recursos que já estão sendo utilizados há algum tempo, mas por usuários muito esparsos.



Por exemplo: levando em consideração que todos os usuários do Gmail (mais de 200 milhões) já possuem o Buzz e que 100 milhões acessam o Orkut, o Google Me (que seria automaticamente implantado, assim como o Buzz) já iniciaria suas atividades com mais da metade do número de adeptos do grande rival Facebook.

Google e as redes sociais

Se esses boatos forem confirmados, é possível que a Google esteja assinando sua sentença de morte no mundo das redes sociais. De um lado estão os usuários brasileiros que estão acostumados com o formato atual do Orkut e não parecem demonstrar sinais de satisfação com a possibilidade do fim.

De outro lado, estão os norte-americanos que não conseguem se acostumar às falhas da manutenção na privacidade da rede social. O Google tem acesso a muitas informações relacionadas aos usuários e o medo de um vazamento de dados faz com que muitos sejam avessos a uma rede social anexada ao email pessoal.



Independente da origem do usuário, todos esperam ansiosamente por uma informações oficiais dos engenheiros da Google. Não se sabe se as alterações serão impostas a todos, se usuários do Gmail serão colocados no Google Me automaticamente, nem quais serviços serão agregados. Mas a retirada do Orkut dos links nativos do Gmail e o tweet de Kevin Rose fazem com que os boatos corram ainda mais rápido.

Você acha que, caso as informações se concretizem, é possível que os usuários brasileiros migrem sem problemas para esta nova rede social? Ou o fim do Orkut fará com que todos partam em busca do Facebook?

quarta-feira, 22 de junho de 2011


Alterada a Contribuição Previdenciária do Microempreendedor Individual (MEI)

08/04/2011
Tendo em vista a publicação da Medida Provisória nº 529, de 07/04/2011, a contribuição previdenciária do Microempreendedor Individual (MEI) será alterada, a partir da competência Maio/2011, para 5% do salário-mínimo, equivalentes a R$ 27,25.
Com isso, o carnê mensal do MEI terá, em 2011, os seguintes valores:
  • Janeiro e Fevereiro/2011: de R$ 59,40 a R$ 65,40;
  • Março e Abril de 2011: de R$ 59,95 a R$ 65,95;
  • Maio a Dezembro/2011: R$ 27,25 a R$ 33,25.
Os Microempreendedores Individuais que já emitiram os carnês com valores diferentes dos acima informados devem imprimir novo carnê com os valores corretos, por meio do aplicativo PGMEI.
Informamos os próximos vencimentos para o MEI:
  • em 20/04/2011 vence o prazo para pagamento da competência Março/2011;
  • em 20/05/2011 vence o prazo para pagamento da competência Abril/2011;
  • em 20/06/2011 vence o prazo para pagamento da competência Maio/2011 - já com os novos valores da contribuição previdenciária.

sábado, 11 de junho de 2011

Hardwares atuais: mais potência do que realmente precisamos?

Vale a pena investir na compra de tudo que é novo ou o ritmo do mercado está muito veloz? O Tecmundo propõe essa e outras discussões neste artigo.

 (Fonte da imagem: Digital Storm)
Quem acompanha as notícias do mundo da tecnologia está acostumado a, praticamente todo dia, se deparar com algum hardware novo com características surpreendentes. Notebooks, smartphones, placas de vídeo, video games – todos dispositivos que sofrem atualizações constantes, sempre com a promessa de oferecer experiências nunca antes vistas.
Porém, todas essas novidades também passam uma situação de insegurança e, em alguns momentos, até mesmo de frustração. Afinal, ao se comprar um aparelho, fica a certeza de que em pouco tempo já será preciso substituí-lo caso o objetivo seja aproveitar todos os recursos programados para chegar em um futuro próximo.
Esse artigo não tem a proposta de criticar as práticas do mundo da tecnologia, nem serve como um protesto contra o lançamento anual de novos aparelhos. O objetivo é propor uma reflexão sobre o que é realmente interessante para o usuário quando o assunto é adquirir novos produtos: vale a pena gastar dinheiro para manter-se atualizado ou é exagero correr atrás de todas as novidades que chegam ao mercado?

Grande número de opções

Quem já pensou em comprar um novo computador, ou investir na construção de uma máquina com partes escolhidas a dedo, provavelmente se deparou com momentos em que a dúvida reina. Afinal, uma simples busca pela palavra “computador” ou “notebook” em um site de compras revela uma grande diversidade de resultados, com as mais diferentes configurações disponíveis.
A situação fica ainda mais complicada quando se leva em conta a nomenclatura dos dispositivos, especialmente quando não se está acostumado com o mundo da informática. Seguindo uma lógica bastante simples, aparelhos que possuem no nome números altos sempre parecem se tratar de uma alternativa mais poderosa – algo que nem sempre reflete a realidade, ainda mais quando se trata de famílias diferentes de dispositivos.
 (Fonte da imagem: Newegg.com)
O problema está no fato de que toda a variedade de opções disponíveis muitas vezes induz a pessoa a adquirir um produto com características muito além do que realmente precisa. Apesar de um processador Intel Core i7 de última geração ser um sonho de consumo da maioria dos fãs da informática, de nada adianta equipar uma máquina com a peça se a intenção é simplesmente navegar pela internet – fazer isso representa tanto um desperdício de dinheiro quanto de capacidade de processamento.
A grande variedade de opções disponíveis no mercado é um dos motivos pelos quais o TecMundo prepara guias de compra periódicos com as melhores dicas de hardware do mercado. Afinal, como todo ano surgem novos lançamentos, nada melhor do que encontrar em um lugar dicas sobre o que vale a pena adquirir e o que é dispensável.

Obsolescência programada

Nada mais frustrante do que investir milhares de reais em um equipamento para, seis meses depois, estar disponível uma atualização com o dobro de poder de processamento e exatamente o mesmo preço, resultando em uma desvalorização imediata do que foi adquirido.
 (Fonte da imagem: Apple)Tal situação não é mero resultado do acaso ou coincidência, já que melhorias periódicas em hardware são estrategicamente coordenadas pelas empresas fabricantes. Um dos casos mais exemplares disso é a Apple, que não esconde de ninguém que, todo ano, anuncia em datas bastante específicas versões aprimoradas do iPad, Macbook e iPhone que vão deixar a anterior parecendo peça de museu.
Não há nada de essencialmente errado nisso. Afinal, empresas de tecnologia estão inseridas dentro do capitalismo e precisam se renovar constantemente para se manter ativas e obter lucros. Nem que para isso tenham que usar de propagandas que façam com que o usuário acredite que o que comprou há cerca de um ano atrás é praticamente uma sucata.

Evolução difícil de acompanhar

Usando novamente o exemplo da família Core da Intel, é simples observar o quanto a primeira geração dos processadores parece desatualizada em relação à linha SandyBridge. A impressão que fica é que, quem não atualizar a máquina o mais rápido possível não será mais capaz de reproduzir vídeos em alta definição ou aproveitar os novos jogos do mercado.
 (Fonte da imagem: Intel)Tal impressão é fácil de desmistificar, especialmente quando se leva em conta que o mercado de softwares não consegue se adaptar tão facilmente às novidades de hardware disponíveis. Muitas fabricantes nem conseguem obter todo o rendimento de processadores com dois núcleos, algo que parece absurdo em um mercado onde dispositivos quadcore estão cada vez mais próximos de se tornar a regra.
Quando se fala em períodos curtos de tempo, a diferença prática de desempenho entre dois produtos semelhantes é muito pequena e dificilmente compensa grandes investimentos. Um Intel Core i5 de primeira geração, por exemplo, atualmente consegue rodar diversos jogos recentes em alta definição com a mesma competência de seu equivalente SandyBridge – mesmo que não disponha do mesmo poder de processamento bruto nem seja tão resistente ao teste do tempo quanto seu irmão mais novo.

Falta de otimização

Atualizações anuais de hardware têm como principal resultado negativo o fato de que muitas vezes uma peça é considerada ultrapassada sem que seu potencial real seja aproveitado ao máximo. Exemplo mais notável é o mercado de placas de vídeo, em que são necessárias atualizações quase anuais para rodar novos jogos com qualidade máxima.
Uma comparação com o mercado de consoles caseiros se torna inevitável nesse caso. Afinal, como máquinas que já estão há seis anos no mercado (caso do Xbox 360, lançado em 2005) conseguem desempenho gráfico equivalente ou até mesmo superior ao oferecido por placas lançadas em 2009 ou 2010?
 (Fonte da imagem: Epic Games)
Além das diferenças óbvias de arquitetura, como o fato de video games caseiros não serem feitos para rodar sistemas operacionais e virem equipados com versões especiais de dispositivos, consoles são beneficiados por não evoluírem tão rapidamente seu hardware. Algo que parece bem estranho em um primeiro momento, mas que faz sentido após certa reflexão.
Como os equipamentos de um video game caseiro permanecem os mesmos (ou se limitam a receber poucas melhorias), desenvolvedores de jogos se veem obrigados a conhecer muito bem cada peça e desenvolver novas técnicas para entregar experiências cada vez mais completas. Isso fica evidente com uma simples comparação entre a primeira leva de jogos para o Playstation 3 e os lançamentos atuais do dispositivo – a diferença de desempenho é muito grande, sem que nada tenha mudado em matéria de hardware.

Situação que afeta todo o mundo da tecnologia

Já nos PCs, com as mudanças constantes de processadores, GPUs e sistemas operacionais, otimizar títulos se torna uma tarefa muito mais difícil. E não pense que isso acontece só no mercado de jogos eletrônicos: smartphones, tablets e outros aparelhos sofrem com exatamente o mesmo problema.
Por isso que não é incomum encontrar máquinas que, em teoria, são mais do que capazes de realizar determinada tarefa, mas, durante testes reais, demonstram um desempenho decepcionante. Em geral, isso se deve a desenvolvedores que não se preocuparam (ou não tiveram tempo) em tornar o produto acessível a um grande número de pessoas – muitas vezes até devido a acordos nem sempre éticos com outras empresas para beneficiar hardwares mais atuais.

Montanhas de lixo

Além das óbvias consequências financeiras que essa corrida por atualizações constantes traz, um problema muito mais sério é causado pela produção incessante de novas peças de hardware. Como acontece com quase tudo que fica velho e perde atratividade, dispositivos desatualizados ocupam cada vez mais espaço nos lixos tanto de países desenvolvidos quanto nos emergentes.
 (Fonte da imagem: Flickr de takomabibelot)
Apesar de muitos dos componentes que constituem um computador poderem ser reciclados e reaproveitados em novos equipamentos, a maior parte do lixo produzido não passa por um processo do tipo. O problema se torna ainda mais grave quando se leva em consideração a quantidade de elementos tóxicos presentes nos aparelhos, especialmente naqueles que possuem baterias internas.
Cientes do problema, muitas indústrias já se preocupam em diminuir o impacto ambiental de seus produtos, embora seja difícil encontrar alguma disposta a rever o modelo de negócios no qual está inserida. Para saber mais sobre o lixo tecnológico e conferir algumas ações simples que podem ajudar a diminuí-lo, confira o artigo “Lixo eletrônico: o que fazer após o término da vida útil de seus aparelhos?”.

Debate constante

Discutir os benefícios e desvantagens da evolução constante no mundo da tecnologia não é uma tarefa fácil ou que tenha respostas definitivas. Afinal, não fosse o ritmo rápido das atualizações de hardwares e softwares, não teríamos disponíveis maravilhas como o iPad, Playstation 3, Nintendo 3DS e outros nomes de destaque.
Devido a isso, o Tecmundo abre espaço em sua seção de comentários para aqueles que se interessam pelo assunto registrarem sua opinião. A evolução constante é algo que deve ser encarado de maneira cuidadosa ou é melhor abraçar sem questionamentos as últimas novidades do mercado?
O espaço para discussões está aberto, ficando a critério de cada um registrar o que pensa sobre o assunto. Isso, claro, mantendo o respeito ao ponto de vista alheio e procurando reconhecer que nem todos possuem as mesmas necessidades quando o assunto é tecnologia.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quando vale a pena trocar a placa-mãe do computador? Descubra qual o melhor momento para substituir essa peça-chave de qualquer máquina.




Assim como o nome do componente deixa claro, a placa-mãe é uma peça de hardware essencial para qualquer computador. Afinal, esse dispositivo é responsável por estabelecer comunicações entre o processador, pentes de memória RAM, disco rígido e a placa de vídeo, vitais para o funcionamento de qualquer máquina.
Como nem sempre uma simples mudança de periféricos é suficiente para melhorar o desempenho obtido, muitas vezes é preciso tomar uma decisão importante e investir na compra de uma nova placa-mãe. Tal atitude muitas vezes pode significar investir em um computador totalmente novo, principalmente quando as demais peças estão desatualizadas.
Para tornar mais fácil tomar essa decisão importante, neste artigo listamos quais os principais motivos que indicam quando é hora de trocar esse componente essencial. Lembre-se de que nem sempre o último dispositivo a sair no mercado é recomendado para todos os tipos de usuários, e que, muitas vezes, não há problemas em investir na compra de peças de hardware um pouco mais antigas.

Placa antiga estragada

Esse é o melhor motivo para investir na compra da uma nova placa-mãe. Afinal, mesmo que os demais componentes da máquina não sofram de nenhum problema, não será possível usá-los corretamente se a peça responsável por estabelecer comunicações entre eles está danificada.
Porém, antes de investir na compra de um novo hardware, é preciso se certificar de que a escolha feita possui os soquetes necessários para a conexão dos demais dispositivos. Esse é um detalhe que deve ser levado a sério, já que investir em uma peça errada pode obrigar o usuário a ter que adquirir um processador novo ou substituir o tipo de memória RAM utilizada, por exemplo.
Portanto, antes de pensar em comprar uma placa-mãe substituta, anote detalhadamente todas as características dos demais dispositivos utilizados. Isso é especialmente importante quando se fala em peças de hardware antigas, que possuem características bastante específicas quanto ao tipo de equipamento em que podem ser utilizadas.
Nas placas-mãe mais recentes, a padronização de tecnologias torna esse processo mais tranquilo. Porém, isso não significa que a atenção deve ser diminuída: lembre-se sempre de que, sem o dispositivo adequado, não será possível aproveitar nenhum recurso do computador.

Sistemas desatualizados

O próprio fato de a placa-mãe ter apresentado algum problema grave que a tenha feito parar de funcionar pode indicar que ela não é a única peça que se deve substituir, especialmente quando se trata de máquinas mais antigas. Afinal, isso pode indicar que a vida útil dos componentes da máquina já está próxima do fim, o que nos leva ao item abaixo.

Melhoria geral do computador

Especialmente quando se trata de hardwares desatualizados, nem sempre vale à pena investir somente na compra de uma placa-mãe substituta. Afinal, isso muitas vezes significa gastar dinheiro para continuar usando um computador com baixo desempenho e que tem dificuldades em abrir até mesmo os aplicativos mais simples disponíveis atualmente.
Como os modelos de processador e memória utilizados pela máquina limitam as escolhas da nova peça de hardware comprada, nem sempre aquilo que se acredita ser uma melhoria de desempenho apresenta uma vantagem real. Afinal, não é nada vantajoso investir em uma peça de hardware nova com o único objetivo de reviver aquele computador com processador Celeron e memória RAM máxima de 512 MB.

Muitas vezes, uma placa-mãe antiga, além de difícil de encontrar no mercado, está disponível por um preço muito próximo ao de um computador totalmente novo, incluindo peças como processador, memória RAM e disco rígido mais potentes. Isso fica especialmente evidente quando a intenção é comprar uma máquina com características simples, cujo preço está a cada dia mais acessível.
Caso decida investir em um componente inteiramente novo, lembre-se de que isso também pode implicar em ter que investir também em um novo processador, pentes de memória, placa de vídeo e, em alguns casos, até mesmo em um gabinete inteiramente diferente. Dessa forma, procure se planejar financeiramente antes de decidir que é a hora de fazer uma melhoria geral no hardware utilizado.

Componentes “futureproof”

Quem gosta de trabalhar com aplicações pesadas ou de se divertir com jogos de última geração também deve ficar atento à placa-mãe utilizada e procurar investir em peças “futureproof”. Esse conceito envolve investir em peças com tecnologias apontadas como tendência pela indústria e que devem se manter vigentes pelos próximos anos.
Claro, se a intenção é investir somente em uma máquina básica, praticamente qualquer placa-mãe disponível no mercado serve. Basta saber qual o processador que se deseja utilizar para construir todo o resto da máquina basead em suas características – história bastante diferente em computadores de alto desempenho.
Comprar uma placa-mãe um pouco mais cara pode significar não ter que se preocupar com esse tipo de componente durante um bom tempo. No longo prazo, o investimento necessário se dilui, e melhorar o computador se trata de uma questão de adquirir somente mais memória, discos rígidos com maior capacidade ou uma placa de vídeo mais recente.
Para conferir mais detalhes sobre como investir na compra de uma placa-mãe adequada às tecnologias mais recentes do mundo da informática, confira o artigo “O que uma placa-mãe top de linha deve ter?”.

Casos muito específicos

Existem casos bastante específicos em que a mudança de algum dispositivo também pode implicar em investir em uma placa-mãe nova. Embora não seja mais uma situação tão comum, investir em uma placa de vídeo de uma fabricante diferente daquela que se possui pode significar ter que comprar uma peça de hardware que possua os soquetes de conexão apropriados.
Felizmente, isso é algo cada vez mais raro, já que as fabricantes estão investindo cada vez mais em modelos com conexões híbridas. O fato de empresas diferentes optarem pelos mesmos padrões de tecnologia também beneficia os consumidores, embora ainda haja casos em que as entradas disponíveis nas placas-mãe limite bastante as opções de componentes a utilizar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quanto cabe em um yottabyte?

Em tempos de gigas e terabytes, empresas como a Google guardam alguns petabytes de informação. Mas isso não é nada perto do yottabyte que os Estados Unidos pretendem criar.

Armazenar dados é uma das principais necessidades modernas. Cartões de memória, discos rígidos, SSDs e uma infinidade de dispositivos são criados e comercializados diariamente com esse único propósito. A quantidade de dados existente é tão grande que a maioria das pessoas não consegue nem mesmo conceber a grandeza – composta basicamente por “0” e “1” – dessa informação toda.
Atualmente, graças às limitações da tecnologia disponível, o limite teórico para a capacidade de armazenamento de dados por um computador é um yottabyte. Para não assustar ninguém com números realmente enormes, com milhares de zeros depois dos primeiros caracteres, o Baixaki vai mostrar, neste artigo, o que exatamente é um yottabyte (YB).
Para começar a matar a curiosidade: o nome é derivado da nona letra do alfabeto grego – “I”, chamada iota.
A internet em um só lugar
iStockProvavelmente, se você tivesse um yottabyte disponível, não precisaria mais se preocupar com espaço para guardar tudo o que quisesse. Inclusive toda a informação disponível na rede mundial de computadores. Acredita-se que hoje, em 2010, todos os dados que compõem a web somem um zettabyte (ZB), que é a grandeza imediatamente inferior.
Para entender melhor isso, pense que um zettabyte está para o yottabyte, assim como o megabyte está para o gigabyte. Ou seja, para ocupar um yottabyte, são necessários 1024 zettabytes.
Uma conta “simples”
Certamente, uma das melhores maneiras de apreender o tamanho de um yottabyte é pensando em quantos arquivos podem ser armazenados ao mesmo tempo em uma unidade, certo?
iStockSeguindo uma escala crescente: em um HD de 1 terabyte (TB) é possível armazenar – em média –200 mil músicas em MP3. Para atingir o petabyte (PB), são necessários 1024 terabytes. A próxima base é o exabyte (EB), que comporta 1024 petabytes.
Logo depois está o zettabyte que você já conheceu, com 1024 petabytes. Em arquivos de MP3, essa conta toda equivale a aproximadamente 214.749.438.541.824 músicas. Isso mesmo: em um yottabyte cabem – literalmente – trilhões de músicas!
Em números
Sim, existe um número exato para um yottabyte. Não se assuste, pois ele é alto, e – na verdade – é até difícil de ler o valor corretamente. Mas aí vai: 1.208.925.819.614.629.174.706.176 Bytes. Arredondando, pode-se dizer que um yottabyte é igual a 1.000.000.000.000.000.000.000.000 de conjuntos de zeros e uns.
Como obter um yottabyte
A grande questão é : se todos os discos rígidos do mundo – hoje – juntos não conseguem armazenar essa quantidade de dados, qual é a maneira prevista pela NSA (“National Security Agency” – agência de segurança nacional) estadunidense para construir um datacenter capaz de guardar essa quantidade de informação? E quais os motivos que levam a agência a querer esse complexo informacional?
Sede da NSA em Maryland, Estados Unidos. Fonte: NSA
A resposta à primeira pergunta é praticamente impossível de responder. Como os militares americanos – e por consequência as agências governamentais – investem pesado em tecnologia, é possível que tenham desenvolvido alguma maneira realista de condensar a armazenagem de dados para que um único prédio consiga resguardar um yottabyte.
Terabyte
Porém, usando apenas tecnologia já disponível comercialmente, é economicamente inviável montar um datacenter dessa grandeza. Os maiores HDs atualmente no mercado armazenam até 2 TB de dados e um gabinete de servidor costuma receber em média quatro unidades de armazenagem.
Petabyte
Com essa configuração, seriam necessários 128 gabinetes para resguardar um petabyte, alocados em 8 racks com espaço para 16 servidores. O próximo passo rumo ao datacenter de um yottabyte seria reunir mil racks em um único prédio, totalizando um exabyte. Este edifício ocuparia uma área equivalente a um quarteirão urbano, e teria dois andares.
Exabyte
Para atingir o zettabyte que – acredita-se – acumule todos os dados da internet atual, são necessários pelo menos 500 desses prédios, usando aproximadamente 6 km² de área – pouco menor que 1/4 do espaço ocupado pela Vila Mariana, em São Paulo.
Zettabyte
Depois disso, chega-se às portas do yottabyte. Mas ultrapassar esse limite não é tão fácil quanto parece. Para reunir todos os bits que compõem a medida – teoricamente – máxima de armazenagem da informática, seria necessário construir mais ou menos 500 mil centrais de dados.
Yottabyte
Isso mesmo, mil vezes mais prédios do que os necessários para se obter o zettabyte, ocupando quase dez mil km², ou duas vezes o terreno ocupado pelo Distrito Federal.
Motivo de segurança
Agora que é – quase – possível entender a magnitude da empreitada da NSA, prepare-se para descobrir a razão do projeto.
O superdatacenter de um yottabyte que os estadunidenses pretendem construir se destina – principalmente – a armazenar vídeos de segurança. Câmeras de vigilância são cada vez mais comuns, e a quantidade de informação gerada também é enorme.
iStockA julgar por seriados e filmes policiais, a qualidade dos vídeos ainda não é das melhores, mas isso tende a mudar com o avanço da tecnologia. Imagens melhores significam mais informação, e, portanto, faz sentido querer espaço de sobra para guardar a filmagem de milhões de câmeras sem precisar apagar outros arquivos.
Afinal, não é de hoje que os Estados Unidos resguardam a segurança do seu território com determinação e tecnologia.

Do bit ao Yottabyte: conheça os tamanhos dos arquivos digitais [infográfico]

Kilo, mega, giga, tera, peta, exa, zetta ou yotta. Parece grego? Então leia este artigo e saiba que essas palavras estão muito mais próximas do que você imagina.


Sabe aquele seu pendrive de 4 GB? Em alguns anos, ele estará totalmente defasado. O mesmo se aplica ao seu disco rígido de 250 GB ou ao seu SSD de 80 GB. É verdade, a cada ano os dispositivos de armazenamento oferecem maiores capacidades e os componentes mais antigos vão ficando obsoletos.
É difícil imaginar, mas os principais dispositivos de armazenamento móvel utilizados (os disquetes) até poucos anos atrás não permitiam mais do que 1,44 MB de capacidade. Achou pequeno? Pois saiba que os megabytes nem são as menores frações dos arquivos. Ainda existem os kilobytes, os bytes e os bits.
Também é preciso dizer que as informações não são limitadas aos terabytes dos HDs mais poderosos da atualidade. Há vários outros valores que serão apresentados neste artigo. Você está preparado para aprimorar o seu conhecimento sobre informática e adicionar alguns megabytes de dados ao seu cérebro? Então veja como cada uma dessas unidades é importante em sua vida.

Bits: a menor parte de um dado

Para começar, vamos falar a respeito da origem do nome dos bits. “Bit”vem de BInary digiT,ou seja, dígitos binários. Isso porque cada bit é exatamente isto: um dígito binário que pode corresponder aos valores “0” ou “1”. O conjunto deles forma os dados na forma que nós conseguimos compreender.
Quando ainda estão como bits, apenas programadores conseguem decifrá-los, pois respondem a sequências binárias mais complexas. Nos códigos de programação, você pode encontrar os binários como ativação ou negação de certas tarefas. Por padrão, o “0” desativa as opções, enquanto o “1” faz o contrário.

Bytes: a informação tomando forma

Um conjunto de oito bits representa um byte, que é a fração dos dados que pode ser compreendida pelos usuários. Nesse caso, em vez de duas combinações possíveis, existem 255. Um caractere, por exemplo, pode possuir o tamanho exato de um byte (dependendo da codificação utilizada), por isso alguns arquivos no formato TXT podem ser encontrados com menos de 1 kB.
Quanto tem um byte?
Agora, uma curiosidade. Você pode estar se perguntando: “A imagem mostrada diz que o arquivo possui 23 bytes, mas ocupa 4 kilobytes em disco. Como isso é possível?”. Apesar de possuir poucas informações, o computador gasta os 4 kilobytes para armazená-lo, pois esse é o valor mínimo definido pela formatação do computador utilizado na ocasião.

Kilobytes: os dados tangíveis

Um kilobyte é composto por 1.024 bytes. Essa é a primeira unidade (entre as citadas) que a grande maioria dos usuários deve conhecer. Muitos arquivos de texto e até mesmo fotografias com resoluções mais baixas possuem alguns kilobytes. Os antigos disquetes de 1,44 MB permitiam que os usuários carregassem vários arquivos com essas dimensões.
Essa unidade é muito lembrada quando downloads são realizados. As taxas de transferência são medidas em kilobytes por segundo. E isso já funciona dessa forma há vários anos, desde a época das conexões discadas. Se em 1999 as pessoas baixavam músicas em velocidades de 3 kB/s, hoje há várias conexões que permitem downloads de 200 kB/s ou mais.

Megabytes: o mundo multimídia

Se os kilobytes armazenam vários arquivos de texto, os megabytes permitem um mundo muito mais multimídia para os usuários. Em média, uma música em MP3 ocupa 5 MB no disco rígido e uma foto em alta resolução pode passar dos 2 MB facilmente, dependendo do formato de arquivo que for utilizado.
CDs (de áudio ou dados) possuem cerca de 700 MB de capacidade. Isso garante que muitos arquivos sejam armazenados, ou cerca de 20 músicas. “Mas uma música não possui apenas 5 MB?”. Sim, uma música em MP3 ocupa isso, mas para os CDs de áudio o formato dos arquivos é diferente e ocupa muito mais megabytes.
Discos e mais discos
Você pode perceber que todo tipo de mídia pode representar alguns kBs ou muito MBs, tudo depende da qualidade com que são codificados. Isso inclui fotografias e músicas, como já dissemos, e também filmes. Um filme em qualidade baixa pode ocupar menos de 500 MBs, enquanto o mesmo em qualidade 1080p pode chegar aos 25 gigabytes.

Gigabytes: a alta definição

Em tempos remotos (mas não tão remotos assim, quando o Windows 95 era o sistema operacional mais utilizado em todo o mundo), discos rígidos não chegavam a possuir a capacidade de 1 GB. Mas os sistemas foram evoluindo, outros softwares também e a demanda exigiu melhorias nos componentes de hardware.
Hoje, dificilmente encontram-se computadores sendo vendidos com discos rígidos inferiores aos 500 GB de capacidade. Até mesmo HDs externos podem ser encontrados com capacidades maiores do que essas e sem serem vendidos por preços absurdos, como acontecia até pouco tempo atrás.
Podemos afirmar que, nos próximos anos, os gigabytes devem limitar-se às mídias de alta definição e aos pendrives, visto que HDs devem ultrapassar a casa dos terabytes em larga escala. Quanto às mídias: DVDs possuem 4,7 GB; Blu-rays, 25 GB e arquivos digitais podem ir muito além disso.

Terabytes: a nova necessidade

Quem poderia imaginar, em 2005, que seria possível dispor de um disco rígido com capacidade para armazenar um terabyte de informações? Pois hoje a realidade é outra e os HDs permitem exatamente isso. Você já parou para pensar em quantas músicas poderiam ser armazenadas em um disco desses?
Cada dia mais frequentes
Vamos às contas. Uma música em MP3, com cerca de 3 minutos, ocupa 5 MB. Em 1 TB, poderiam ser armazenadas 200 mil músicas. Caso fossem reproduzidas sequencialmente e sem interrupções, elas levariam 1 milhão de minutos para serem tocadas sem repetições de arquivos. Isso representaria 17 mil horas ou 728 dias. Exatamente, seriam quase dois anos sem parar de ouvir músicas.
Se o mesmo cálculo fosse feito para filmes em Blu-ray, com cerca de 90 minutos e 25 GB, chegaríamos à conclusão de que 1 TB pode armazenar 40 filmes em alta definição. O que exigiria dois dias e meio de “maratona” para que todos pudessem ser vistos sem pausas. Para DVDs o período seria de 13 dias.

Petabyte: muito além do uso doméstico

Um milhão de gigabytes. É exatamente isso que representa um petabyte, muito mais do que qualquer pessoa precisa para armazenar seus dados. Na verdade, é muito mais do que muitas empresas gigantes precisam. Petabytes só são tangíveis se somarmos uma grande quantidade de servidores.
Segundo James S. Huggins (especialista em tecnologia da informação), se fôssemos digitalizar livros, apenas 2 petabytes seriam suficientes para armazenar toda a produção acadêmica dos Estados Unidos. Já o Google processa cerca de 24 petabytes de informações todos os dias, o que demanda muitos servidores dedicados à atividade.

Exabyte: o tráfego da internet mundial

Não seria possível ouvir 1 bilhão de canções em apenas uma vida (capacidade de armazenamento de um HD hipotético de 1 EB). Os exabytes ainda estão muito distantes dos computadores comuns, mas já são uma realidade na internet mundial.
Central de dados da Wikimedia (Fonte da imagem: Wikimedia Commons / Midom)
O Discovery Institute (uma instituição sem fins lucrativos) realizou alguns estudos e concluiu que, todos os meses, são transferidos cerca de 30 exabytes de informações na internet mundial. Isso representa 1 EB por dia, ou 1 bilhão de gigabytes de dados circulando a cada 24 horas.

Zettabyte: todas as palavras do mundo

Você consegue imaginar o que são 1 bilhão de HDs de 1 terabyte? Agora imagine todos eles lotados de dados. Pois isso é o mesmo que ocupar 1 zettabyte com informações. Essa unidade é muito maior do que conseguimos imaginar ao pensarmos em computadores comuns.
O estudo mais curioso que já foi realizado com base nos zettabytes é de Mark Liberman (linguista da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos). Ele constatou que, se fossem gravadas todas as palavras do mundo (de todos os idiomas, digitalizadas em 16 bits e 16 kHz), seriam necessários 42 zettabytes para armazenar toda a gravação.

Yottabyte: mais do que existe

Some todas as centrais de dados, discos rígidos, pendrives e servidores de todo o mundo. Pois saiba que essa soma não representa um yottabyte. Um trilhão de terabytes ou um quadrilhão de gigabytes: não é possível (pelo menos por enquanto) atingir essa quantia.
Dividindo um yottabyte pela população mundial, teríamos 142 terabytes para cada pessoa. Levanto em conta que apenas 25% das pessoas possuem acesso a computadores, essa quantia seria aumentada para 568 terabytes (pouco mais do que a metade de um petabyte). Seriam 23 mil filmes em Blu-ray para cada um.
.....
Você já conhecia essas unidades relacionadas aos dados dos computadores? Conte para o Tecmundo o que pensa sobre essas grandezas e também se acha que algum dia será possível comprar um HD de 1 petabyte ou mesmo se os dados do mundo todo chegarão à marca de um yottabyte ainda nesta década.